sábado, 25 de março de 2017

O Poder da República tornou-se palco de histrionices e uma passarela de vaidades fora de controle


Em passado recente estávamos lutando para construir uma democracia a partir do trabalhador; agora estamos tentando salvar o nosso país de se tornar mera terra arrasada. 

Por Pastor Ariovaldo Ramos

Estamos diante de quadros preocupantes: jornalistas estão sendo constrangidos no exercício da sua profissão, inclusive com solicitação explícita de demissão, por parte de políticos que se sentem ameaçados pela liberdade de imprensa; sem contar o mandato de condução coercitiva de jornalista, na, aparente, tentativa de quebra de sigilo de fonte, cuja preservação é sagrada no jornalismo.

A prática da demissão a pedido de políticos, não é nova, há políticos que são famosos por exigir a demissão de jornalistas que entendem ser-lhes desafetos. Contudo, o Judiciário impor, por coerção, o depoimento de um jornalista, alegando que o depoente foi constrangido por não ter diploma universitário na área, é, no mínimo, acintoso e absolutamente inaceitável, não só pelo desacato à liberdade de imprensa, como pela judicialização do estado de exceção.

Por falar em Judiciário, o novo ministro do STF, que recém tomou posse, cuja eleição não merece comentários, encontrará um Judiciário em pé de guerra.

O Poder da República, que deveria ser caracterizado pela discrição, tornou-se palco de histrionices e uma passarela de vaidades fora de controle e, aparentemente, incontornáveis.

E as sondas para águas profundas são vendidas, por 5% do valor, para os que adquiriram o pré sal a preço de bananas.

Enquanto isso uma nova lei, a da terceirização, é aprovada por quem deveria representar o povo.

E o pretenso foi a churrascaria ao invés de por ordem no açougue.

Estes quadros nos dão conta do nível de desgoverno em que se encontra o país.

Em passado recente estávamos lutando para construir uma democracia a partir do trabalhador; agora estamos tentando salvar o nosso país de se tornar mera terra arrasada.

Nosso luto vem do verbo lutar!

Blog Nocaute/SP
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Ao TSE, delator cita Lobão e PMDB em esquema de propina de Belo Monte


Por: John Cutrim/Jornal Pequeno

Ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, conhecido como BJ, disse à Justiça Eleitoral que o PMDB recebeu recursos pelas obras da usina de Belo Monte, no Pará.

O ex-executivo afirmou que se recorda de ter sido o senador Edison Lobão (PMDB-MA) a pessoa para quem os valores vinculados à obra deveriam ser destinados. Ele cita também um “deputado ou ex-deputado” do Pará.

BJ prestou depoimento no dia 2 de março, ao ministro Herman Benjamin (TSE), relator do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, em 2014. A Folha teve acesso à integra do depoimento.

O executivo relatou que o partido de Temer foi o único a receber do esquema de Belo Monte por causa de um veto ao PT feito, segundo ele, por Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo.

“Quando recebi o projeto, foi-me informado que havia alguns compromissos assumidos lá na partida. E esses compromissos estavam destinados a dois partidos, sendo que um dos partidos… havia uma orientação de Marcelo de que não deveríamos fazer as contribuições – era o PT. E o PMDB tinha as pessoas que tratavam lá com os executivos anteriores a mim. O que conheço do assunto é isso. Não houve nada ao PT especificamente feito por Belo Monte por orientação do próprio Marcelo”, declarou.

O relator então perguntou: “Mas em relação ao PMDB houve”?. “Houve e está no relato das pessoas”, respondeu BJ.

Questionado sobre os nomes envolvidos no recebimento do dinheiro, ele respondeu: “Se não me engano, foi combinado através do doutor Edison Lobão e teve um outro, um deputado ou um ex-deputado que posteriormente ao doutor Edison Lobão foi quem recebeu em nome do PMDB – um deputado do Pará. Essas foram as duas pessoas cujos nomes eu ouvir, doutor”.

Lobão hoje é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que articula acelerar a votação de um projeto de abuso de autoridade.

“Eu afirmei – tenho quase certeza – que não foi pago nada pro PT por Belo Monte. O PMDB era uma conta específica da obra, uma despesa que foi combinada e debitada a obra”, disse Benedicto Júnior.

A Polícia Federal, em setembro do ano passado, já apontava indícios de que o PMDB e quatro senadores do partido receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito no Supremo Tribunal Federal.

O relatório da PF junta essa versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico: Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO).

O ministro Herman Benjamin perguntou a Benedicto Júnior se algum pagamento de Belo Monte foi realizado naquele ano.

“Eu acho que houve pagamentos em 2014 para o PMDB, mas não tenho certeza porque não li o relato. Eu tenho quase certeza de que foi feito. Por isso acho que há um ex-deputado que foi a pessoa que procurou o meu executivo, levado por um executivo da Andrade Gutierrez”, disse.

Questionado se lembrava se a campanha era estadual ou presidencial, BJ disse que não lembrava.

“Nós nunca fizemos um pagamento em cima do percentual [do valor das obras]”, disse o ex-executivo. Segundo depoimento do ex-executivo da Odebrecht, os valores seriam pagos pelo departamento de Operações Estruturadas, área de pagamentos de propina do grupo.

A construção de Belo Monte foi feita por um consórcio. Os participantes são: Andrade Gutierrez (18%), Odebrecht (16%), Camargo Corrêa (16%), Queiroz Galvão (11,5%), OAS (11,5%), Contern (10%), Galvão (10%), Serveng (3%), J. Malucelli (2%) e Cetenco (2%).

OUTRO LADO

O advogado de Lobão, Antonio Carlos de Almeida Castro, refuta as acusações do delator.

“Tenho denunciado os vazamentos criminosos e dirigidos. Eles têm que ser investigados, a defesa não conhece o teor das delações logo não pode saber o contexto do que foi dito. No caso concreto dar valor a ‘ouvir dizer’ e a ‘salvo engano’ é desmoralizar o instituto da delação. Por sinal o MP tem se esmerado em desacreditar as delações”, disse.

“A fragilidade das delações é de tal monta que o recall virou a regra. Ou seja o delator pode mentir, omitir, proteger e se for pego terá a chance, ate, de mentir de novo”, afirmou. (Folha de SP).

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FHC: LULA NÃO PODE SER DESPREZADO E ALCKMIN É O TUCANO MAIS FORTE

Embora diga que hoje é mais fácil criticar o ex-presidente Lula, o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu sua força política e disse que ele "não é para ser nunca desprezado"; Fernando Henrique Cardoso, um dos articuladores do golpe de 2016, acredita que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é o mais forte para 2018, mesmo tendo sido citado na Lava Jato; ele critica o discurso do prefeito João Doria de se colocar como gestor, e não político; "Se você for um gestor, você não vai inspirar nada. Tem de ser líder"

247 – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou seu sucessor, Lula, provável candidato ao Planalto em 2018, não pode ser desprezado, mas acredita que seria "difícil" repetir o que fez em sua gestão caso se eleja novamente. FHC concedeu entrevistas aos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e O Globo sobre seu novo volume do conjunto de livros Diários da Presidência, publicadas neste sábado 25.

Questionado como vê a candidatura Lula, ele diz à Folha: "Acho que, em geral, as pessoas, depois que fizeram, devem inventar outras coisas. No caso do Lula, nem sei se ele realmente quer. Talvez até queira, porque não sei se ele tem na alma outras distrações, outras coisas. Ao ser candidato, ele salva o partido e acusa todo mundo ao dizer que está sendo perseguido. Então, ele não tem muita opção".

"O Lula, quando ganhou, conseguiu penetrar em setores da classe média e, sobretudo, nos que têm recursos, nos empresários. Hoje é difícil [repetir isso]. Não se pode dizer que não acontecerá, mas é pouco provável. O Lula não é para ser nunca desprezado. Mas é mais fácil criticar hoje", acrescentou.

Na entrevista ao Estado de S.Paulo, FHC destacou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), como o nome mais forte do partido para disputar a presidência em 2018. Ele criticou o modo de gestor do prefeito João Doria, que também vem tendo o nome considerado para uma eventual candidatura.

"O momento é para o não político, mas é político", afirmou. "O que é político com 'p' maiúsculo? Alguém que inspira, que pode conduzir. Se você for um gestor, você não vai inspirar nada. Tem de ser líder, e líder é alguém que inspira o caminho. No caso, quem ganha eleição inspira de alguma maneira. Vai inspirar o Brasil? Não é simples", disse FHC.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

PF RECOLHEU DOCUMENTOS SOBRE FRAUDES NO ICMS NA ERA ROSEANA, DIZ BLOGUEIRO

: <p>Roseana Sarney</p>

O blogueiro Yuri Almeida, diretor do Atual 7, conduzido coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão no bojo da Operação Turing, afirma que na apreensão do material encontrado em seu domicílio os agentes levaram a relação de 190 nomes de empresas envolvidas no esquema de fraude na Secretaria de Estado da Fazenda durante o governo Roseana Sarney

Blog Marrapá - O blogueiro Yuri Almeida, diretor do Atual 7, conduzido coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão na terça-feira, 21, no bojo da Operação Turing, afirma que na apreensão do material encontrado em seu domicílio os agentes levaram a relação de 190 nomes de empresas envolvidas no esquema de fraude na Secretaria de Estado da Fazenda durante o governo Roseana Sarney.

“Eles levaram toda papelada encontrada na minha casa, HD dos computadores e tudo que acreditavam ser documentação trabalhada pelo blog”, disse Almeida, liberado pela PF logo após prestar depoimento sobre o esquema de extorsão e ameaça a servidores públicos e empresários supostamente envolvidos em investigações. Contavam para isso com a colaboração do agente da Polícia Federal, Danilo dos Santos Silva.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Maranhão o esquema desviou R$ 440 milhões dos cofres públicos na concessão de isenções fiscais pela Sefaz. As concessões envolviam principalmente débitos relativos a ICMS, o imposto sobre circulação sobre mercadorias e serviços.

Entre 2009 e 2013, mas de 1.913 compensações foram efetuadas. Por conta das fraudes, a governadora Roseana Sarney e mais nove pessoas tiveram os bens e contras bloqueadas por decisão da juíza Oriana Gomes, da 8ª Vara Criminal de São Luís.
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Governo do estado paga salários dos servidores na segunda-feira (27)

O Governo do Maranhão antecipará, mais uma vez, o pagamento dos servidores públicos estaduais, disponibilizando, na segunda-feira (27), o salário referente ao mês de março. O pagamento seria efetuado no dia 3 de abril, mas, devido à viabilidade financeira do Estado, será antecipado. A determinação foi anunciada no início desta quarta-feira (22), pelo governador Flávio Dino.

“No dia 27, na segunda-feira, pagaremos a folha de março dos servidores do Governo do Maranhão”, informou o governador. O pagamento será efetuado sete dias antes do previsto no calendário elaborado para o ano de 2017, que antevê sempre os dois primeiros dias úteis do mês subsequente ao trabalhado.

Os servidores podem acessar a versão digital do contracheque, por meio do site da Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep) ou pelo aplicativo Portal do Servidor (www.portaldoservidor.ma.gov.br), disponível gratuitamente para sistemas operacionais Android e IOS. É necessário apenas senha de acesso, que pode ser cadastrada presencialmente na sala do Portal do Servidor (localizada no Edifício Clodomir Milet, s/nº, térreo), ou pelos telefones (98) 3131-4116 e (98) 98347 6358.


Blog do Clodoaldo Corrêa
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