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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

No tracking do PT, o jacaré abriu a boca


Blog do Rovai/Portal Forum

O tracking do PT apontou durante todo este segundo turno uma disputa cabeça a cabeça entre Dilma e Aécio. Desde o começo da semana passada, porém, Dilma passou a liderar e não perdeu mais essa posição. No de ontem, ela abriu seis pontos, 47% a 41′%. Já se permite dizer que a eleição saiu do empate técnico.

Foi após o primeiro debate da Band que Dilma iniciou sua recuperação. Até aquele momento ela estava atrás de Aécio e perdia por 30 pontos em São Paulo, 56% a 26%. A diferença atual no estado é de aproximadamente 20%. Ou seja, só em São Paulo Aécio teria perdido uns 2 milhões de votos.

O debate da Band foi importante para mostrar que o tucano que esbravejava contra a petista tinha telhado de vidro. Foi ali que Dilma o questionou, entre outras coisas, pelo fato de Minas não ter cumprido o mínimo exigido por lei na área de saúde e que apresentou casos de nepotismo em seu governo.

No debate do SBT, no qual muitos colunistas avaliaram que Aécio tinha ido melhor, a campanha da petista encontrou um caminho para disputar os indecisos. Ou mais precisamente, as indecisas. Por ter chamado Dilma várias vezes de leviana e mentirosa, Aécio saiu chamuscado entre o eleitorado feminino, principalmente de classe C, D e E. E é exatamente neste segmento que Dilma tem crescido mais.

Isso não quer dizer nem de longe que a eleição está definida.

Até porque ainda há o debate da Globo e não se pode desprezar a capacidade que um evento que vai ser assistido por 20% a 30% da população possa vir a ter na definição do voto.

O debate da Globo no primeiro turno foi fundamental para a arrancada final de Aécio e a derrota de Marina. No dia do debate este blogueiro escreveu que a candidata do PSB errara e que isso deveria lhe custar a vaga no segundo turno.

E a campanha de Aécio vai jogar todas as fichas neste evento a partir de agora.

E este blogueiro tem um pressentimento voraz que lhe diz que Aécio vai contar com a capa da Veja para lhe ajudar na tarefa. A edição da revista provavelmente será antecipada e estará nas bancas na sexta à tarde.

Se isso vier a se confirmar, Aécio provavelmente adotará a mesma tática black bloc do debate do SBT. E Dilma terá de treinar muito o seu Aikido para não errar nos contragolpes. A briga de rua neste momento não interessa nem a Aécio, mas como ele sabe que tem que tirar votos de Dilma, pode ir para o tudo ou nada.

É amigos, a eleição é no domingo e mesmo com o tal do jacaré tendo aberto um pouco a boca, ela ainda está longe de terminar.

Roseana prepara mais uma licitação bilionária às vésperas de deixar o comando do Estado

roseana-araponga

Uma escandalosa licitação no sistema penitenciário estadual está em curso como um dos últimos suspiros do governo de Roseana Sarney. Nada menos que R$ 1,3 bilhão para cuidar do sistema presidiário do estado inteiro serão licitados nos próximos dias. O mais estranho desse contrato, no entanto, é que o valor do gasto por preso é o dobro da média nacional.

As empresas que cuidam desse serviço, hoje, são a VTI e a Atlântica (esta última, pertencente ao um ex-sócio de Jorge Murad, esposo de Roseana Sarney). O contrato que será licitado terá duração de dois anos – metade do tempo de administração do próximo governador.

Acontece que o valor por preso, segundo cálculos da equipe de transição, é de R$ 8,8 mil por mês para cada preso. A média nacional com gastos carcerários é de aproximadamente R$ 4 mil.

Por se tratar de tema delicado e que mexe diretamente com a maior crise já vista neste estado, o assunto deve ser tratado com grande atenção pela equipe de transição de Flávio Dino. Por este motivo, o deputado Marcelo Tavares (futuro chefe da Casa Civil) deve levar o caso ao conhecimento do público para evitar mais este abuso, na tribuna da Assembleia.

Do Marrapá

Otimismo com economia cresce e beneficia Dilma em nova pesquisa


RICARDO MENDONÇA
MARIANA CARNEIRO
DE SÃO PAULO/Folha de São Paulo

O mercado financeiro, a maioria dos economistas e alguns organismos internacionais podem estar muito pessimistas com a economia do país em 2015. Mas os brasileiros em geral estão na contramão desse sentimento, o que ajuda a explicar o aumento da aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT) e sua reação na corrida pela reeleição.

Os dados da corrida eleitoral do Datafolha desta terça são quase idênticos aos da pesquisa da segunda, um dia antes. Em votos válidos, Dilma registrou 52%; Aécio Neves (PSDB), 48%. Empate técnico no limite máximo da margem de erro, de dois pontos.

Em votos totais, Dilma oscilou de 46% para 47%, Aécio manteve os 43%. Brancos e nulos foram de 5% para 6%; indecisos, de 6% para 4%.

O exemplo mais eloquente disso é o da inflação. Pesquisa Datafolha realizada nesta terça (21) mostra que a expectativa de aumento dos preços desmoronou para o patamar mais baixo da série do instituto, desde 2007.

Em abril, no momento de maior pessimismo, 64% achavam que a inflação iria aumentar. No fim de setembro, 50% continuavam esperando o pior. Agora, apenas 31% acreditam nisso.

No sentido oposto, a esperança de queda da inflação também é recorde. Para 21%, o índice irá diminuir.

Ao opinar sobre desemprego, poder de compra, situação econômica do país e a própria situação, a tendência é a mesma: otimismo crescente, pessimismo cadente.

A explicação para o aumento do otimismo pode ser a própria campanha eleitoral. Inclusive a de Aécio.

Isso porque tanto a maioria dos eleitores da petista quanto a maioria dos adeptos do tucano apostam que seus respectivos candidatos irão vencer. Então, naturalmente, todos tendem a crer que o próximo presidente terá condições de promover melhorias.

Entre os que votam em Dilma, 82% acham que ela será reeleita. No grupo dos que votam em Aécio, 78% acham que o vencedor será ele.

O descompasso com as perspectivas econômicas parece grande. Depois de entrar em recessão entre janeiro e junho, a economia teve leve recuperação em julho e agosto, mas nada que altere a previsão de que o PIB deve crescer perto de 0,3% neste ano.

Já a inflação, que havia perdido fôlego entre junho e agosto, voltou a acelerar em setembro, com aumento dos preços dos alimentos. O aumento do custo de vida superou o limite fixado pelo próprio governo e está em 6,75%.
Nos segmentos sociais, a pesquisa confirmou avanços de Dilma entre as mulheres (de 42% para 47% desde o dia 9), no grupo dos que recebem entre dois e cinco salários mínimos (de 39% para 45% desde o dia 15) e no Sudeste (de 34% para 40% desde o dia 9).

Também detectou um forte aumento do interesse pela disputa: 50% dizem ter "grande interesse" pela eleição (no fim de agosto, eram 39%).

Combinado com o acirramento da disputa, isso torna o último debate ainda mais importante. O encontro da TV Globo será na próxima sexta.

O Datafolha ouviu 4.355 eleitores.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

INTERNET DE ALTA VELOCIDADE ESTARÁ DISPONÍVEL EM TODO O BRASIL ATÉ 2018

Internet de alta velocidade estará disponível em todo o Brasil até 2018
Encarar a internet banda larga como serviço tão essencial como a energia elétrica e universalizá-la até 2018, com velocidade entre 25 e 40 Megabites (Mb). Este é o compromisso da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, para a universalização da internet em seu segundo mandato.

Na tarde desta segunda-feira (20), em São Paulo, Dilma explicou que além da rápida evolução da banda larga no Brasil a partir do uso da internet 3G e 4G pelos celulares, vai investir na ampliação das redes de fibra ótica, que é a estrutura que dá qualidade à interconexão, por meio do programa Banda Larga Para Todos.

“Nosso objetivo é assegurar maior capacidade, melhor qualidade de conexão e a maior condição de transporte de dados, som e imagem, universalizando a internet banda larga com o modelo misto público-privado no cabeamento de fibra ótica pelo Brasil”, afirmou a presidenta.

A proposta de universalização do programa Banda Larga para Todos compreende a cobertura de 90% dos domicílios brasileiros. Os municípios mais isolados serão interligados por rádio, satélite e telefone digital, fazendo chegar perto de 100% a cobertura de internet no Brasil.

A presidenta Dilma apontou entre os objetivos do plano até 2018, dobrar o número de conexões de 150 milhões de conexões, chegando a 300 milhões, aumentar a velocidade média dos atuais 2,3Mb por segundo a 5,5Mb por segundo, para 25Mb por segundo, nas cidades sem cabeamento de fibra ótica, e 40Mb por segundo, para cidades com cabeamento, a um custo estimado de R$ 40 milhões, originários do orçamento da União, créditos tributários e financiamentos a juros subsidiados.

Pacote popular

Para a proposta de um pacote popular, a presidenta Dilma informou que vai exigir para qualquer um dos modelos possíveis a oferta de um pacote popular alinhados com os critérios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com conexão de banda larga fixa com o mínimo de 25 e 32Mb.

“Vamos exigir a interligação com serviços públicos e garantir a construção de cabos submarinos para a Europa, Estados Unidos e para a África, alguns servindo de plataformas para a Ásia”, explicou.

Gestão pelo Marco Civil da Internet

“Nós consideramos alguns princípios fundamentais, nós achamos que a universalização da internet tem a mesma importância que a universalização da energia elétrica. É um dado do consumo integrante da vida das pessoas, e vamos também usar os princípios do Marco Civil da Internet para fazer a gestão para este processo de universalização”, explicou Dilma.

O princípio multissetorial, que envolve a participação do governo, setor privado, setor acadêmico e área técnica, será o norteador do processo integrando os agentes na gestão da banda larga no Brasil.

“É um elemento que integra tanto o aspecto de inclusão social quanto o aspecto econômico porque isso vai beneficiar grandes empresas, o setor de serviço, o comércio e a academia. Além da interconexão dos centros de pesquisa, escolas, estruturas de saúde e estruturas de segurança”.

INTELECTUAIS E ARTISTAS LOTAM TEATRO EM SÃO PAULO EM ENCONTRO COM DILMA

Intelectuais e artistas lotam teatro em São Paulo em encontro com Dilma
A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, participou de encontro com intelectuais, na noite desta segunda-feira (20), no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca). Em seu discurso, a presidenta disse que os brasileiros são responsáveis por manter o Brasil no rumo certo.

“Não podemos deixar que volte o tipo de política que olha para o país de forma irresponsável. De hoje até dia 26, vamos virar cada voto, e vamos ganhar essas eleições nas urnas”, conclui Dilma.

Dilma comparou os projetos políticos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, e afirmou que o projeto adversário representa a política que quer manter o Brasil submisso a países desenvolvidos.

“Eles pensam o Brasil pequeno, sempre pensaram. Eles fazem a velha política de se atrelar aos grandes países. Querem entregar o Brasil. Querem voltar com a Alca (Área de Livre Comércio das América), não querem os Brics (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia e China) e são capazes de menosprezar o Mercosul”, apontou Dilma Rousseff.

Dilma explicou que o projeto adversário “planta inflação para colher juros” e põe em risco a geração de emprego. “Eles inventaram o termo ‘empregabilidade’, como se tivesse gente mais ‘empregável’. Em 2002, eram 11,5 milhões de desempregados. O Brasil só perdia para a Índia em número de desempregados no mundo”.

Falta de planejamento e de investimentos
Dilma destacou ainda que São Paulo está sofrendo as consequências da falta de planejamento e de investimentos antecipados, algo que o Brasil viveu nos anos de governo do PSDB, com racionamentos de energia elétrica.

“Água é atribuição constitucional de Estados e Municípios. A energia elétrica é atribuição constitucional da União. Quando foram do governo, deixaram o País às escuras, porque fizeram privatizações malucas, não olharam para o interesse da população, só o de grupos econômicos. São gestões que não têm compromisso com a população”, afirmou a presidenta.

Manifestos em apoio à reeleição
Durante o evento, a presidenta recebeu rosas vermelhas e um manifesto dos artistas e intelectuais pedindo sua reeleição. O documento foi assinado por economistas, pesquisadores, profissionais da cultura e do cinema, psicólogos e geógrafos, além de profissionais da Unicamp e universidade do ABC.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento, disse que a reeleição da presidenta Dilma Rousseff significa que o Brasil avançará muito mais do já avançou. “A gente quer comer bem, se vestir bem, fazer universidade, bolsa de estudo, curso técnico. Viemos para mudar a história deste País”, reforçou.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, também participou do ato e destacou que o Governo Dilma consolidou as políticas públicas de fomento à cultura em todo o País. “Depois de ter conquistados três alimentos na mesa por dia, agora as pessoas querem o alimento para a alma. Por isso, a União criou mecanismos para passar para os estados e municípios o recurso para a Cultura, nada de pires na mão”, ressaltou;

O ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, disse que representa os militantes de esquerda do PSB e vota em Dilma Rousseff por causa do amor. “O que nos une é o amor aos semelhantes, aos pobres que resistem à opressão do capital. É pelo amor à igualdade social”, afirmou.

Raquel Trindade, militante histórica do Partido dos Trabalhadores e do movimento negro, lembrou que foram os governos Lula e Dilma que ampliaram a presença dos afrodescendentes nas universidades brasileiras. “Temos que votar em Dilma porque agora o negro tem facilidade de acessar à universidade. Negro consciente vota Dilma para presidente”, bradou.

Outros tucanos receberam propina do esquema, diz auxiliar de Youssef

Folha de São Paulo(21/10)

Um auxiliar do doleiro Alberto Youssef disse em depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira (20) que outros parlamentares do PSDB receberam propina do esquema além do senador Sérgio Guerra, morto em março deste ano.

A informação é do advogado Haroldo Nater, que defende o empresário Leonardo Meirelles, acusado de ter feito remessas ilegais para o doleiro.

Meirelles não foi autorizado pelo juiz Sergio Moro a citar nomes, mas deu uma pista de quem seria um dos parlamentares do PSDB, segundo Nater: afirmou que ele era da mesma região de Youssef. O doleiro nasceu em Londrina, no Paraná.

O juiz não autorizou a menção a nomes de deputados e senadores porque eles têm direito a foro privilegiado e só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

Meirelles, ainda segundo seu advogado, soube desses pagamentos porque frequentava o escritório de Youssef na região em São Paulo. Meirelles é um dos donos da Labogen, uma das empresas que foi usada pelo doleiro para remeter US$ 444,7 milhões ao exterior, o equivalente hoje a R$ 1,1 bilhão.
A Folha revelou na última quinta (16) que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa citou Guerra no seu acordo de delação premiada como beneficiário de propina para esvaziar a CPI da Petrobras, no final de 2009. À época, Guerra era presidente do PSDB. Ele morreu em março deste ano, vítima de câncer de pulmão.

A CPI da Petrobras começou e julho de 2009 e acabou em dezembro sem comprovar nenhuma das suspeitas de desvios e superfaturamento que surgiram quando a comissão foi instalada, em março daquele ano.

Guerra (PSDB-PE) e outro senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) deixaram a CPI no final de outubro dizendo que o rolo compressor do governo barrava investigações sérias.

Segundo Costa, o então presidente do PSDB recebeu R$ 10 milhões para usar na campanha eleitoral para deputado federal em 2010. O tucano foi eleito como o sexto mais votado em Pernambuco. O PSDB disse que "defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupem".

Os recursos para o suborno, ainda de acordo com o ex-diretor da estatal, teriam sido fornecidos pela Queiroz Galvão, empreiteira que havia sido contratada para fazer parte da refinaria Abreu e Lima. A empreiteira nega que tenha feito qualquer pagamento ilícito e enfatizou que só faz doações legais a partidos.

Costa já disse à Justiça que os contratos da refinaria foram superfaturados para que houvesse recursos para serem distribuídos a partidos que indicavam diretores da Petrobras. Partidos como o PT, PMDB e PP ficavam com percentuais que variavam de 1% a 3% do valor líquido dos contratos da estatal, ainda segundo Costa.

CHEFE

Leonardo Meirelles afirmou no depoimento que Youssef era o chefe do esquema de lavagem de dinheiro, ainda segundo o seu advogado. "Youssef tinha poder de mando, dirigia as operações e falava com as empreiteiras. Claro que era o chefe", afirma Nater.

O doleiro disse em interrogatório que não comandava o esquema: "Não sou mentor ou chefe da organização criminosa. Tinha gente mais elevada, inclusive acima do Paulo Roberto Costa, no caso agentes públicos", disse no último dia 9. Agentes públicos era um eufemismo para políticos.

A Folha não localizou até este momento o advogado de Youssef para comentar a acusação de seu auxiliar.

MARCELO TAVARES FALA SOBRE DÍVIDAS DO MA E OBRAS NÃO CONCLUÍDAS

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Marcelo Tavares, coordenador da Equipe de Transição de Flávio Dino, apontou duas dificuldades que o governador eleito terá ao assumir o comando do Estado a partir de 1º de janeiro. “O endividamento que o Estado tem hoje é altíssimo e as obras não concluídas, que são muitas, merecem a atenção do próximo governador”, disse, durante entrevista à TV Brasil na manhã desta segunda-feira (20).

Para ele, esses dois pontos são essenciais para conhecimento real da máquina pública e planejamento das ações que serão desenvolvidas a partir de 1º de janeiro. Na primeira reunião realizada na semana passada com a atual chefe da Casa Civil, Tavares solicitou informações a respeito do Estado, sobretudo relacionadas ao equilíbrio financeiro do estado.

Durante a entrevista, Marcelo Tavares, que assumirá a Casa Civil a partir de janeiro, não descartou a realização de auditorias em licitações, contratos em andamento e aplicação do verbas públicas no Governo que finda em dezembro. “O que queremos neste momento é ter informações necessárias para fazer a máquina pública funcionar bem a partir de janeiro”, esclareceu.

Conforme falou, os órgãos específicos, como Corregedoria, a Secretaria de Transparência e Controle, os tribunais de Contas e a Assembleia Legislativa poderão auditar atos da atual gestão se houver dúvida da aplicação do dinheiro público.

Acompanhamento do orçamento

Sobre o orçamento previsto para 2015, Tavares afirmou que buscará outros parlamentares para corrigir possíveis distorções. A afirmativa foi feita ao tratar da redução do orçamento de R$ 144 milhões para R$ 134 mi da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap). Para ele, a diminuição reflete o descaso do governo Roseana com a área.

“Daí a crise constante no sistema penitenciário, que acaba aumentando a violência fora dos presídios. Temos que tomar medidas urgentes porque queremos a mudança do atual quadro de crise”, analisou o parlamentar.

Pesquisa Datafolha: Dilma vira e está 4 pontos à frente de Aécio



Candidata à reeleição tem 52% dos votos válidos contra 48% do presidenciável tucano. Rejeição do candidato do PSDB é maior que a de petista pela primeira vez na disputa

Por Redação/Portal Forum

A primeira pesquisa Datafolha da semana que antecede o segundo turno foi divulgada na noite desta segunda-feira (20). Os números mostram uma virada de Dilma Rousseff (PT), que pela primeira vez no turno final aparece à frente de Aécio Neves (PSDB). Agora, a petista tem 46% das intenções de voto contra 43%. Brancos e nulos são 5%, e indecisos, 6%.

Em relação ao levantamento mais recente, veiculado na última quarta-feira (15), Dilma ganhou três pontos, indo de 43% para 46%, e Aécio perdeu dois pontos, indo de 45% para 43%.

O Datafolha também fez o cálculo levando em conta os dados relativos aos votos válidos, desprezando os brancos, nulos e indecisos. Nesse caso, a presidenta tem 52% e Neves aparece com 48%.

Em termos de rejeição, são 40% o total de eleitores que diz não votar em Aécio de jeito nenhum, enquanto este índice chega a 39% para Dilma.

A pedido do jornal Folha de S. Paulo e da TV Globo, o instituto ouviu 4.400 eleitores no dia de hoje. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Datafolha e Vox Populi mostram Dilma na frente, mas o jogo continua…

Charge do Latuff, declarando apoio a Dilma.
Charge do Latuff, declarando apoio a Dilma.
Tanto o Datafolha quanto o Vox Populi mostram Dilma com quatro pontos na frente de Aécio, 52%a 48. A eleição de qualquer maneira permanece no limite do empate técnico. Hoje pela manhã a CNT/MMA já havia dado Dilma com 50,5% a 49,5%. A CNT é presidida por Clésio Andrade, ex-vice governador de Aécio. Ou seja, até eles já admitiam um crescimento da presidenta.

Além desses resultados, o Ibope divulgou números do Rio de Janeiro. No estado, Dilma tem 56% e Aécio 44%, o que permite projetar uma vitória na casa do 1 milhão de votos. O que pode compensar Minas caso Aécio venha a ganhar por lá. O que hoje não é uma realidade.

Nos trackings internos do PT os números gerais são muito semelhantes. A diferença é também de 4 a 5 pontos. O que é interessante destacar desses levantamentos internos é que São Paulo começa a reagir. Dilma está com 33% dos votos totais contra 53% de Aécio no estado. A diferença ainda é bem grande, mas Dilma vem crescendo de forma constante e isso somando com os dois atos realizados hoje, em Itaquera e no Tuca-PUC, pode levá-la a reduzir a diferença antes prevista.

Os tucanos trabalhavam com uma vantagem de 7 milhões de votos por aqui. Mas se a eleição fosse hoje, a diferença provavelmente seria de 5,5 milhões. O que ainda é algo bastante significativo.

Por isso também a eleição está longe de estar decidida. Aécio terá a mídia a seu favor quando o horário eleitoral acabar e ainda há o debate da Globo. Comemorar é bom pra torcida, quem faz análise precisa ser um pouco mais cuidadoso.

O que parece ter feito diferença nesses últimos dias foram os ataques que o candidato tucano fez a Dilma. Entre as mulheres, pelo Vox Populi, Dilma tem 47% e Aécio 42%. Dilma ainda tem como explorar melhor essa agressividade desmedida do tucano, até porque o que ele fez foi algo inédito na história das eleições brasileiras.

Ao chamar Dilma de leviana e mentirosa, Aécio incorporava o ódio de parte dos seus eleitores e de alguma forma representava os que mandaram-na tomar no c… na abertura da Copa do Mundo. Como Aécio não conhece o povo, achou que aquilo não lhe custaria votos. A tática deu errado. E ele pode perder a eleição muito por causa daquilo.

Mas ainda não perdeu.

Em tempos de redes sociais digitais, cinco dias é cinco meses dos tempos analógicos. Cada segundo precisa ser administrado como um dia. E por isso, se os petistas quiserem ganhar essa eleição o conselho deste blogueiro é que eles mantenham a humildade, trabalhem duro e sejam bem humorados. Ninguém aguenta gente arrogante e chata e que quando as coisas melhoram passa a contar vantagem.

E mesmo se Dilma vier a ganhar a eleição, o melhor a fazer é buscar retomar um outro padrão de diálogo com o país. E não apostar na guerra doentia. O que não significa que não se terá que quebrar uns ovos fazendo, por exemplo, a reforma política e a regulamentação da mídia. Mas isso é compromisso de campanha de Dilma. E se ela ganhar, vai ser com isso no programa.

Blog do Rovai/Portal Forum

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Semana decisiva para os rumos do país

A eleição entra em sua derradeira semana e será decisiva para os rumos do país. A militância do PCdoB precisa fincar a bandeira de Dilma Rousseff nas ruas, praças, locais de trabalho, escolas e universidades.

Ichiro Guerra
Após a onda conservadora que abateu o Brasil no primeiro turno da disputa eleitoral, a reeleição de Dilma ganha aspectos estratégicos, pois as conquistas brasileiras podem sofrer um retrocesso que só tinha-se no cenário pré-Constituinte. 


Isso, porque Aécio segue com a promessa de ‘medidas impopulares’, de reduzir a maioridade penal, de diminuir o papel dos bancos públicos e as conquistas trabalhistas alcançadas nos últimos anos. 

“Está tudo em jogo. Estamos em meio ao maior combate do ponto de vista eleitoral, é a mais dura disputa neste campo”, afirmou Walter Sorrentino, secretário nacional de organização do Comitê Central. 

Segundo Walter, o Brasil e a América Latina têm muito a perder, pois o país é uma âncora da unidade latino-americana. 

“É uma luta muito profundamente desigual porque diante de nós levantam as principais forças do mundo, por isso é preciso britar, bater de frente, convencer a sociedade. A estratégia é desmascarar Aécio como corrente política”, defendeu. 


De São Paulo, Ana Flávia Marx

Por que votar em dilma 2014, por Hugo Albuquerque

Por Alex Castro/Portal Forum

Dilma-sendo-interrogada-Novembro-de-1970 - Cópia
apesar de suas muitas críticas ao governo dilma, hugo albuquerque expõe suas razões para reelegê-la. vale a pena ler.

A realidade é mais complicada do que um esquema bem contra o mal. No entanto, não raro, momentos históricos aparecem de um jeito terrivelmente simples. E essa simplicidade está bastante aquém do desejado. A frustração é imensa. Isso é patente na atual eleição presidencial. Nós intervimos na vida no estado em que ela se encontra, não como gostaríamos que ela estivesse ou, mais ainda, como ela fosse.

Nesse sentido, voto Dilma.

E faço isso sem peso ou maiores neuras. A minha crítica, à esquerda, ao governo atual está aí, não mudo uma linha. Mas a questão é bastante elementar, um candidato é Dilma, o outro é Aécio. E não adianta me convencer, por esforços retóricos, que são a mesma coisa. Não são. Tanto no aspecto biográfico quanto político — inclusive de seus partidos e de sua base social.

Dilma, quando jovem, estava enfrentando a repressão militar; Aécio, na mesma idade, colhia as benesses de ter pai e avô políticos, com grande influência. O projeto que Dilma encampa, bem ou mal, tirou e tira milhões da pobreza e da miséria. Aécio apenas alude a um liberalismo bem brasileiro, o qual não larga o osso do Estado e está pouco comovido com os mais pobres — a base política que o envolve, pior ainda.

A política capitaneada por Lula e Dilma nos últimos doze foi, por sinal, fazer o óbvio, priorizar os mais pobres, os excluídos. Em uma dimensão social e econômica, sim, melhoramos. O Brasil se inseriu no plano internacional em harmonia com força, mas sem antagonizar com as outras nações. A delicada construção de uma América do Sul, e uma América Latina, mais unida não foi um esforço qualquer — tampouco a aproximação com a África e a Ásia.

Dilma pegou um mundo em crise, mas não sacrificou salários, empregos ou programas sociais. Em outra borda, avançou com temas como o Marco Civil da Internet. Num sentido contrário, qual o compromisso de Aécio com a liberdade de imprensa, com a liberdade na rede? Nenhum.

Aécio emerge com um projeto que, a rigor, é a mesma coisa que deu errado nos anos 1990, cercado, ainda, por uma nuvem de tags péssima. A sua base de apoio, torno a insistir, me assusta. Uma hora são os nordestinos os culpados, outra hora, é ato de cultura que reúne o Coronel Telhada (?!). A proposta que Aécio defende sobre a redução da maioridade penal é, sem dúvida, um absurdo contra os direitos humanos. O que tem feito Aécio para segurar seus radicais?

Isso não quer dizer que Dilma ou o PT não tenham cometido erros importantes. Cometeram sim. Sobretudo porque tem dificuldade em lidar com o Brasil novo que eles próprios ajudaram a criar. Mas Aécio certamente está pouco entusiasmado em manter esse Brasil; seu ministro da fazenda escolhido, e anunciado, de antemão já fala em um receituário “duro” e “impopular”, afinal, o salário mínimo estaria alto.

A questão nem é moral, é científica mesmo: em que sentido o consumo dos pobres é a razão da crise brasileira? Se consomem, graças a programas sociais e aumento salarial, movimentam a economia. O que nos interessa mexer nisso? Porque uma medida boa, para “acertar a economia”, teria de ser impopular?

E, naturalmente, não é possível, com uma política de cortes de benefícios sociais — dos pouco que temos — governar sem um estado policial mais endurecido do que este em que já vivemos. Ademais, Aécio acena de outro lado, falando que os programas sociais não vão acabar. Mas quem mente, ele ou seu ministro da fazenda? Muito embora o jovem Neves jamais tenha falado que não vá arrochar os empregos e os salários.

Ainda, no saldo das atuais eleições, não foi apenas o PT que pagou. O PSOL, embora tenha crescido um pouco, ocupa um espaço aquém do que um partido programático como ele merecia. O mesmo vale pela a esquerda de um modo geral. Assombra o avanço de pequenas agremiações de aluguel ou, até mesmo, radicais de direita.

Tudo dentro de um contexto histórico que, paradoxalmente, confirma muitas das antevisões da esquerda: o agravamento da crise ambiental, a impossibilidade do capitalismo existir sem crises ou sem sacrificar a democracia e a paz etc etc. Nunca a esquerda se provou tão certa, mas nunca sua vida foi tão difícil.

2014 é a primeira eleição democrática na qual o peso relativo das esquerdas diminuiu. Ainda que se aponte que hoje as coisas se enveredem pela crítica antissistêmica — expressa na abstenção eleitoral, votos em branco ou nulo, o movimento de negação, deslegitimação e destituição em geral –, o fato é que isso não raramente se coloca com a consistência constituinte razoável. Há momentos pontuais, o que quase sempre se esvai e se atomiza.

A luta pela constituição de um país mais democrático, dentro e fora do sistema como ele é, exige muito trabalho. Não é uma tarefa fácil, sem dúvida. Ganhe Dilma ou Aécio, o futuro disso está nas mãos dos variados setores que a compõem. Isso não cairá do céu, muito menos sairá do plano de um governo.

Não voto nulo porque não acredito que seja de um governo sim mais conservador, como o que propõe Aécio, e ainda com viés de política de austeridade, vá representar um cenário melhor para a democratização do Brasil. Ou igual, que seja. A austeridade só gerará mais violência — de Estado e difusa –, o que alimenta a fascistização. O trabalho será duplo num cenário desses.

E, como ensina a história, nada vem do nada. Nada emerge do nada. Voto sim Dilma, sem esperança ou medo, desespero ou vontade de segurança. Voto, justamente, porque não espero de um governo [do Estado] não a salvação, mas que atrapalhe menos a nossa vida.

Operadoras querem cortar internet de quem atingir a franquia


As operadoras devem estrear um novo formato de cobrança por internet no Brasil no qual o cliente é obrigado a pagar por um pacote adicional assim que sua franquia terminar. Com isso, será o fim da chamada "velocidade reduzida".

A novidade será implementada primeiro pela Vivo, segundo reporta O Globo. Maior operadora do país, com 79 milhões de clientes, a empresa apresentará o formato primeiro a quem tem celular pré-pago para, futuramente, mirar os clientes de planos pós-pagos.

Atualmente, um dos pacotes mais usados na modalidade pré-paga custa R$ 6,90 e garante 75 MB. Quando essa franquia acaba, o usuário não é desconectado; ao invés disso, recebe internet em velocidade reduzida, que chega a ser de apenas um décimo do total contratado.

Em novembro, quando o limite for alcançado a internet será cortada e, para continuar navegando, a pessoa precisará comprar 50 MB adicionais por R$ 2,99 para usar pelos próximos sete dias.

Oi e TIM confirmaram que também estudam migrar para esse formato e, embora a Claro não tenha comentado, O Globo diz que a operadora acompanhará as adversárias.

É assim que funciona em países da Europa e nos Estados Unidos e as operadoras argumentam que precisam acabar com a velocidade reduzida para que os clientes tenham uma experiência mais fiel em relação à internet que contrataram - já que muitos passam boa parte do tempo navegando por uma internet bem inferior.

Ao mesmo tempo, a novidade aumentará a receita das empresas, que passarão a vender esses pequenos pacotes adicionais. 

ATUALIZADA às 14h15

Em nota ao Olhar Digital, a Telefônica Vivo confirmou que haverá mudanças na oferta de internet móvel ilimitada, que depende da redução de velocidade ao fim da franquia contratada. Mas a empresa ressaltou que, por enquanto, isso só ocorrerá nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Nesses locais os clientes de planos pré-pagos terão o serviço interrompido assim que o pacote terminar. Ao atingir 80% do contratado eles receberão uma mensagem SMS de aviso e, quando a franquia efetivamente terminar, chegará outro SMS, desta vez com a oferta de um pacote com 50 MB adicionais por R$ 2,99 e que terá validade de sete dias.

"O cliente agora navega sempre em alta velocidade, sem o incômodo de o desempenho ser reduzido quando a franquia acaba", justifica a empresa. "Existe também a opção de o cliente fazer um upgrade de pacote, com a franquia de internet mais adequada às suas necessidades."

Segundo a operadora, o mesmo formato poderá ser estendido a outras regiões e aos clientes de planos pós-pagos nos próximos meses.

Olhar Digital

Jogador comemora gol com pirueta, cai e morre após partida na Índia


Um incidente chocante marcou uma partida na Índia, quando o jogador Peter Biaksangzuala morreu depois de se machucar gravemente na comemoração de um gol. Peter anotou um tento para o Bethlehem Vengthlang FC e saiu para festejar dando uma estrela e um mortal. No entanto, o movimento deu errado e ele caiu de mau jeito (assista no vídeo aos 2min20s).

O jogo em questão aconteceu na última terça-feira e teve o Bethlehem duelando com o Chanmari West FC, que vencia por 1 a 0 até o meio-campista aproveitar o rebote de uma falta para estufar a rede. Ainda dentro da área ele soltou sua comemoração com a pirueta, mas imediatamente ficou no solo. 

Os companheiros e o árbitro perceberam a seriedade da situação e rapidamente chamaram os médicos. Ele foi levado para o hospital, onde se verificou uma lesão na coluna vertebral. Foram cinco dias no centro de terapia intensivo até que Peter Biaksangzuala não resistiu e morreu no domingo.

"Isso com certeza é chocante para todos nós", disse o secretário da Mizoram Football Association, entidade que regula o futebol na região do incidente, ao site Goal.com.

O clube do meio-campista promete aposentar a camiseta com que Peter jogava, a número 21.
Reprodução/Facebook

Peter Biaksangzuala é homenageado após morrer fruto das complicações de uma lesão na coluna, ocorrida na comemoração de um gol

Uol/SP

“Meta é inibir a corrupção”, diz secretário de Transparência do novo governo

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Uma das inovações do governo Flávio Dino já começa a se delinear. É a criação da Secretaria de Transparência e Controle do Governo do Estado. Na última sexta (17), Dino indicou o advogado Rodrigo Lago para conduzir a pasta.

Em entrevista ao BLOG DO JORGE VIEIRA, Rodrigo Lago falou sobre as metas da nova secretaria que será criada a partir de cargos que serão remanejados. Em pronunciamento nas redes sociais, Dino afirmou que não será criado nenhum novo cargo em comissão para conduzir a pasta.

Muitos têm dito que criação de uma secretaria de Transparência e Controle Interno sinaliza em que sentido caminhará o próximo Governo. Qual será o norte dessa nova pasta?

Durante a campanha, o governador eleito Flávio Dino prometeu mudar as práticas administrativas no Maranhão. A criação da Secretaria de Transparência e Controle foi uma de suas principais promessas. Agora, eleito, o governador sinaliza pela concretização da promessa. Buscarei garantir a transparência nos gastos públicos, de forma que o cidadão saiba exatamente onde está sendo gasto cada centavo da receita pública. Quando o cidadão sabe o destino do dinheiro público, pode cobrar seus governantes, apresentar críticas e sugestões e, principalmente, apresentar denúncias de desvio de condutas. A missão é ousada, mas o que se pretende é inibir efetivamente a corrupção administrativa.

E qual será exatamente a função desta pasta, que é uma inovação no Estado?

Rodrigo Lago: Há duas linhas de atuação que convergem para a mesma finalidade, que é garantir a eficaz aplicação dos recursos públicos. A primeira direção é implementar efetivamente o Portal da Transparência e o acesso à informação no âmbito do Poder Executivo do Maranhão. Atualmente, o que se tem é um portal nada transparente, no qual muitos gastos sequer são inseridos ou inseridos de forma deficiente, tornando difícil, senão impossível, o controle popular das finanças estatais. Na outra vertente, a Secretaria buscará integrar os órgãos de controle interno do Estado e também promoverá a interlocução destes com outros órgãos do Governo e do controle externo. O que ocorre hoje é que muitas vezes as auditorias têm que ser feitas sem que se garanta a necessária estrutura aos auditores. Pior que isso, quando são concluídas as auditorias internas, os relatórios são encaminhados de forma aleatória para outros órgãos estatais, como o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público, sem que haja um efetivo acompanhamento das consequências da apuração. É preciso que a Administração Pública, refiro-me aos seus gestores, saiba onde ocorreu erros administrativos ou desvios de condutas, para que busque a prevenção no futuro.

Essa espécie de “auditoria” se limitará ao governo estadual? E será feita apenas nos contratos firmados a partir de 2015 ou abrange também os anteriores?

Rodrigo Lago: A Secretaria de Transparência e Controle será um órgão estadual, que buscará garantir transparência e ampliar controle interno na aplicação dos recursos estaduais. Portanto, o limite será quanto aos gastos feitos com recursos estaduais. Assim, sempre que houver a aplicação de recursos estaduais, estarão atuando os órgãos de controle interno do Estado. Nesse controle entrarão os gastos diretos, que são aqueles realizados diretamente pelo Governo do Maranhão, mas também aqueles decorrentes de transferências voluntárias aos municípios, os conhecidos convênios municipais. O objeto do controle interno não se limitará a auditar o passado ou a controlar o futuro. Trata-se de uma Secretaria perene, definitiva, que coordenadora o controle interno quanto aos gastos já realizados, mas também aos que ainda serão efetivados.

Na sua avaliação preliminar, a partir de sua atuação jurídica que sempre se pautou pela probidade, o próximo Governador encontrará dificuldades com contratos já estabelecidos?

Rodrigo Lago: Toda mudança exige certa dose de cautelar e prudência. O Governo Flávio Dino assumirá um Estado com muitos contratos em curso, muitas obrigações já assumidas e muitos órgãos criados. Não se pode empreender uma mudança impactante que resulte na interrupção dos serviços públicos essenciais. Caberá a cada novo secretário, com o auxílio dos órgãos de controle interno e da própria Secretaria de Transparência e Controle, apurar no âmbito de suas pastas quais os contratos em vigor, verificando a forma de contratação e a economicidade para o Estado. Essa postura será essencial para que se faça a aplicação dos princípios republicanos, sem prejuízo ao cidadão que busca ser atendido pelo Estado desde sempre. Na fase inicial até se pode cogitar alguma dificuldade, pois o serviço público não pode parar. Entretanto, aqueles que se beneficiarem de contratos ilícitos, com superfaturamento, acabarão sendo alcançados pelo controle interno e terão que ressarcir o erário os prejuízos que tenham causado.

Fonte:  Marrapá

Pesquisa CNT/MDA: empate técnico com Dilma um ponto à frente de Aécio



No levantamento, a petista aparece numericamente à frente do tucano, com 45,5% de intenções de voto conta 44,5%. Brancos e nulos somam 5,7% e os que não sabem ou não souberam responder 4,3%

Por Redação/Portal Forum - 20/10 as 11.48

Pesquisa realizada nesse final de semana (18-19) e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra novamente um empate técnico entre candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e o candidato Aécio Neves (PSDB). No entanto, a petista aparece numericamente à frente do tucano, com 45,5% de intenções de voto conta 44,5%. Brancos e nulos somam 5,7% e os que não sabem ou não souberam responder 4,3%.

Levando-se em conta apenas os votos válidos, ou seja, o percentual calculado excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, a vantagem de Dilma é de 50,5% a 49,5%. A presidenta tem uma vantagem um pouco maior na intenção de votos espontânea, quando os entrevistados respondem em quem votariam sem que se mostre os nomes dos candidatos, batendo o peessedebista por 43,8% a 42,1%.

O candidato tucano só teve percentuais positivos quando a pergunta foi “Qual candidato foi melhor no horário eleitoral” e “Candidato que o entrevistado acredita que irá ganhar as eleições”: Aécio apareceu com 47,4% e 46,7%, respectivamente, enquanto Dilma contou com 38% e 42,5%.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR – 01139/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.