sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Lindbergh chama de “escândalo” e “cretinice parlamentar” decisão do PT de apoiar candidatos pró-impeachment


Em vídeo no Facebook, atual líder da oposição no Senado critica diretório nacional por autorizar negociações com Jovair e na Câmara e Eunício no Senado. Petista faz apelo à militância para “reverter esse absurdo”

Lindbergh protagonizou com Caiado alguns dos momentos mais tensos na votação do impeachment

O líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), reagiu com palavras duras à decisão tomada nessa sexta-feira (20) pelo diretório nacional do PT de apoiar parlamentares pró-impeachment na disputa às presidências da Câmara e do Senado. Por 45 votos a 30, a cúpula autorizou o presidente do partido, Rui Falcão, a negociar com os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Jovair Arantes (PTB-GO), que concorrem na Câmara, e o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), candidato no Senado.

Em vídeo divulgado no Facebook, Lindbergh chamou de “escândalo” e “cretinice parlamentar” a decisão do diretório de participar de uma “chapa golpista” e conclamou a militância do PT e de esquerda a pressionar as bancadas do partido na Câmara e no Senado a desistirem da ideia. “É um escândalo, um erro brutal. Uma decisão descolada da realidade, sem consonância com a militância do partido e da esquerda em geral. É preciso muita pressão da militância para reverter esse absurdo”, criticou.

Caberá à bancada na Câmara decidir apoiar Jovair, que foi relator do impeachment, ou Rodrigo Maia, do DEM. O partido resolveu apresentar uma pauta de reivindicação aos candidatos sob o argumento de que a presença na Mesa é fundamental para não perder espaço político na condução da pauta do Congresso.

Na bancada do PT no Senado, Lindbergh e Gleisi Hoffmann (PR) são os únicos contrários à aliança com Eunício, até agora candidato único. O senador negocia com o PT a vaga para a primeira-secretaria, espécie de prefeitura da Casa. “Não vale a pena por um espaço pequeno ter um desgaste deste tamanho”, avalia. “Ninguém pensou na militância, na base o partido. Se tivessem escutado, 95% da base seriam contra apoiar Rodrigo Maia e Eunício Oliveira”, estimou.

O petista rebateu o argumento de que a presença na Mesa é importante para garantir espaço nas decisões da Casa: “Dizem que a Mesa define a pauta. É mentira. Quem define é o presidente, às vezes ouvindo o colégio de líderes”.

Citando Karl Marx e Rosa Luxemburgo, duas das principais referências da esquerda, Lindbergh não mediu palavras para atacar a decisão dos colegas. “É um cretinismo parlamentar. É quando um parlamentar de esquerda, que está no Parlamento há muito tempo, começa a achar que tudo é Parlamento, que o mundo é Parlamento. Fora, você tem movimentos sociais. Precisamos entrar 2017 com sangue nos olhos, pedindo diretas já, defendendo Lula”, reforçou.

Congresso em Foco

Tema pede ajuda da bancada federal em apoio aos municípios

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema, destacou , nesta sexta-feira (20), o apoio recebido em sua campanha por deputados federais e estaduais, ao mesmo tempo em que conclamou toda a bancada federal maranhense a cerrar fileiras em defesa dos municípios do Estado, como forma de fortalecimento dos municípios e que lutem em Brasília para que o pacto federativo seja concretizado.
O dirigente municipalista lembrou que teve apoio importante dos deputados federais Zé Reinaldo, Weverton Rocha, Juscelino Resende, Rubens Pereira Júnior e André Fufuca, além dos parlamentares estaduais Stênio Resende, Zé Inácio e Fábio Braga.
“Tive apoio desses deputados, e entendo que se toda a bancada federal, envolvendo senadores e deputados estiver empenhada em apoiar os municípios, com certeza daremos um grande salto para o desenvolvimento de nossas cidades, para o desenvolvimento do nosso Estado”, acrescentou Cleomar Tema.
Ele lembrou que todas as ações acontecem é nos municípios, que é a célula federativa concreta. “Fala-se muito, e há bastante tempo, do pacto federativo, mas ele é apenas uma peça de ficção política. Tudo acontece é no município, responsável pela arrecadação e pelas demais ações. No entanto, somos penalizados quando da divisão do bolo tributário. A União fica com mais de 60%, os Estados abocanham mais de 20% e os municípios ficam com a migalha de menos de 15%”, salientou Cleomar Tema.
Ele disse que o País vive um momento de crise, ressaltando que toda crise leva a mudanças para superá-las, enfatizando que essa é a hora dos municípios brasileiros, com apoios de suas respectivas bancadas federais em Brasília deflagrarem um forte movimento para que se fortaleçam, para que se desenvolvam.
Blog do John Cutrim/Jornal Pequeno

“É LAMENTÁVEL TROCAR PRINCÍPIOS POR CARGOS”, DIZ FIGUEIREDO


Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), que concorre à presidência da Câmara, classificou como lamentável o apoio do PC do B a Rodrigo Maia (DEM-RJ) e um “tiro no pé” dos partidos de esquerda que seguirem o mesmo caminho, incluindo o PT. O parlamentar disse ainda que Lula deu o aval para que os deputados petistas apoiem o candidato do governo e que, caso seja eleito, irá pautar as reformas tributária e trabalhista, além de barrar a anistia ao caixa dois

Ceará 247 - Candidato da oposição nas eleição da Câmara dos Deputados, André Figueiredo (PDT-CE) classificou como “lamentável” o apoio do PC do B à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a possibilidade do PT seguir o mesmo caminho. “É restante para quem confia nesses partidos, para quem veste a camisa deles. É absolutamente lamentável alguns parlamentares realmente defenderem a tese de que é necessário trocar seus princípios por cargos”, disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta (20).

André Figueiredo disse ainda que resistiu, no primeiro momento, à tese da candidatura e que o apoio ao candidato do governo representa “o esfacelamento da história do PT, do PC do B”. “É um grande tiro no pé. Têm uma opção que foi instigada por eles mesmos. Não foi ideia do PDT”, afirmou.

A respeito a opinião de Lula sobre o caso, o deputado disse que o ex-presidente deu o aval para que o PT apoiasse Maia, que sua relação com o Executivo seria respeitosa, que pautaria a reforma tributária e trabalhista e que a anistia para caixa dois não faz parte de seu projeto. “Não queremos corroborar anistia a qualquer tipo de crime”.

Leia a entrevista completa aqui.

Quadrilha indígena que aterrorizava BR-226 entre Barra do Corda e Grajaú é retirada de circulação

A Polícia Civil e Militar do Estado do Maranhão, por intermédio da Delegacia de Barra do Corda, coordenada pelo delegado Renilto Ferreira, em trabalho conjunto com a Polícia Militar do 5º BPM, prendeu quadrilha de assaltantes que agia na BR 226, entre Barra do Corda e Grajaú.


O grupo é suspeito de diversos assaltos a mão armada, a ônibus e caminhões na reserva indígena Cana Brava, agindo na maioria das vezes de forma violenta, sendo que no último assalto houve confronto dos criminosos com policiais que estavam no interior de um ônibus, resultando no latrocínio tentado do qual um policial militar foi alvejado e ferido na testa.

Após uma semana de intensa investigações das duas policias, essa Autoridade representou por mandados de prisões junto ao poder judiciário que foram deferidos e cumpridos na data de hoje, estando todo o grupo identificado e sua maioria 9 presos.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a comunidade indígena que habita a BR 226, comunidade esta formada por cidadãos de bem que de forma muito honrosa apoio integralmente o trabalho da polícia e com esse apoio (por não pactuarem e muito menos aceitarem maus elementos em seu meio) possibilitaram identificação e prisão dos suspeitos, restando claro que o povo indígena dessa região, em sua intensa maioria, são pessoas de bem e honestas.

Blog do Luís Cardoso

Tema adota tom conciliador após vitória na Famem

Blog do Gilberto Léda - “Não houve vencedores e não houve vencidos. A vitória foi de todos. Buscamos um mesmo objetivo, que é o fortalecimento do municipalismo. Quero aqui agradecer ao apoio de todos os que nos ajudaram nessa jornada. Aos meus companheiros de chapa, àqueles que depositaram seu voto de confiança, ao governador Flávio Dino, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, ao deputado federal Zé Reinaldo, à imprensa do Maranhão e àqueles que contribuíram com sua torcida, estabelecendo um clima positivo”.

As palavras foram proferidas pelo presidente da Famem, Cleomar Tema, eleito no último dia 16 e pregando que a Famem é isenta de partidarismo, porque luta pelo fortalecimento do partidarismo. Logo após a eleição, ele disse que vai buscar o caminho da conciliação com a prefeita de Rosário, Irlaih Moraes, que teve a chapa indeferida pela comissão eleitoral, por conta de algumas falhas no processo.

“Se a Irlaih não vem à Famem, a Famem irá até a Irlaih”, destacou tema, mostrando seu lado conciliador. No entendimento do dirigente municipalista, a sua vitória é uma vitória de todos aqueles que apostam numa entidade forte e extremamente participativa no processo político e administrativo do Estado.

Ele destacou que está ocupado na montagem da equipe e que logo em seguida dará início a uma série de seminários regionais. “Não são os prefeitos que irão à Famem, a entidade é que buscará os prefeitos, orientando-os sobre todo o processo de gestão. Por isso é que estamos buscando parcerias com TCE, TJ, CGU e todos os órgãos de fiscalização, no sentido de que orientem os prefeitos para que sejam evitadas futuras penalizações”, acrescentou Tema.

O dirigente municipalista também asseverou que está buscando apoio junto ao governo do Estado, à bancada federal do Maranhão no Congresso e que está tentando abrir espaços nas agendas de vários ministérios, para explanar as problemáticas dos prefeitos maranhenses.

Um desses problemas, segundo Tema, é quanto aos recursos disponibilizados para a saúde. Ele destaca que o Maranhão é um dos Estados em que a per capita é uma das menores, muito abaixo do que é contemplado o Estado do Piauí. Na sua concepção, essa é uma distorção que buscará corrigir, com apoio de toda a força política maranhense.

Esta é a terceira vez que ele é eleito presidente da Famem e assinala que isso lhe atribui uma grande responsabilidade. “É a demonstração de um elevado grau de confiança dos meus companheiros e tenho que corresponder, de qualquer maneira. Por isso, já estou me desdobrando nessa tarefa, para não decepcionar nem aos colegas e nem ao povo do Maranhão”, finalizou.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Temer e a escolha macabra para a cadeira de Teori


Fernando Brito/Tijolaço

Nenhum esquerdista: as associações de magistrados pedem investigação rápida e transparente da queda do avião que levava Teori Zavascki.

A começar da viagem para um hotel de Parati no dia seguinte a ter interromper suas férias, segundo os jornais, para apressar a homologação do lote de delações da Odebrecht. Noticiava ontem o Valor:

“O relator da Lava-Jato, ministro Teori Zavascki, voltou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as delações premiadas dos 77 executivos da Odebrecht. O ministro interrompeu as férias, iniciadas no fim de dezembro, quando começou o recesso do tribunal, para começar os procedimentos preparatórios para a homologação das delações”.

O ministro estava em Parati, viajou de quatro a cinco horas ontem (Parati/SP/Brasília) e voltou, para uma jornada igual, hoje, inopinadamente?

O choque do avião no mar foi só uma confusão mar-horizonte a mais de 2 km da pista? Uma desistência do pouso, um meia-volta fechada à baixa altitude e velocidade, o famoso stall turn, onde o avião perde sustentação e sofre um queda repentina, que só pode ser recuperada se o avião não estiver muito perto do solo ou, neste caso, na superfície do mar.

Outra “curiosidade” é o dono do avião e do hotel e do avião, Carlos Alberto Filgueira, assunto para mais algumas horas.

Não vou entrar numa inda de teorias de sabotagem, embora as razões políticas para isso sejam inquestionáveis. Apenas registo que se noticia que a equipe da Polícia Federal escalada para investigar é a mesma que (não) apurou o acidente com Eduardo Campos, que não é lá muito alvissareiro.

O que há de concreto é o espetáculo da pressa mórbida de indicar o substituto de Teori Zavascki por Michel Temer, cujo comparsa, digo, o íntimo Moreira Franco já dá declarações de que será “o mais rápida possível”, enquanto o corpo de Teori está ainda debaixo d’água.

É asqueroso como a Globonews “força a barra” para dizer que tem de sair logo a indicação.

Um ministro indicado por Michel Temer, listado nas delações, e aprovado pelos senadores, listados nas delações , homologando as delações é, realmente, uma prova da originalidade da nossa democracia de formalidades.

MARIO CESAR CARVALHO: COM MORTE DE TEORI, POLÍTICOS PODEM ESCAPAR


Principal repórter da Folha de S.Paulo, o jornalista Mario Cesar Carvalho faz uma análise precisa e afirma que "há o risco de que um ministro do Supremo que não seja imparcial como Teori imprima um nova ritmo às investigações dos políticos, com o resultado de sempre: a ação prescreve e o político escapa ileso"

247 - Principal repórter da Folha de S.Paulo, o jornalista Mario Cesar Carvalho faz uma análise precisa sobre o futuro da Operação Lava Jato com a morte do ministro Teori Zavascki, que era relator da investigação no Supremo Tribunal Federal.

O jornalista avalia que "há o risco de que um ministro do Supremo que não seja imparcial como Teori imprima um nova ritmo às investigações dos políticos, com o resultado de sempre: a ação prescreve e o político escapa ileso".

"Seria o pior fim que a Lava Jato poderia ter: punir os empreiteiros e deixar os políticos, que mandavam no jogo, escapar", escreve. Leia aqui sua reportagem.

SENADOR DE DIREITA ANTECIPOU “BOMBA” NO JN DE HOJE, ENVOLVENDO STF


Por volta de 16h desta quinta-feira, antes da notícia da morte do ministro Teori Zavascki, do STF, o senador José Medeiros (PSD-MT) postou no Twitter: "Não vou antecipar furo porque não sou jornalista mas o jornal nacional hj trará uma bomba de forte impacto no Brasil, envolvendo STF"; o petista Paulo Tadeu questionou: "O que ele sabia que não podia dizer?"

247 - Por volta de 16 horas desta quinta-feira 19, antes da notícia da morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o senador José Medeiros (PSD-MT) postou em seu Twitter:

"Não vou antecipar furo porque não sou jornalista mas o jornal nacional hj trará uma bomba de forte impacto no Brasil, envolvendo STF".

Nesse horário, nem o acidente aéreo de Paraty (RJ) que vitimou o ministro do STF havia ganhado tanta repercussão na mídia e trazido à tona o temor de que Teori estivesse a bordo. A presença do ministro no voo ainda não havia sido confirmada pela família. 

Também pelo Twitter, o vereador petista Paulo Tadeu (MG) questionou: "Um senador da extrema direita, radical fascista, fez essa postagem enigmática. O que ele sabia que não podia dizer?".

Assista aos melhores trechos da entrevista de Assange ao Nocaute


Fernando: O WikiLeaks divulga um milhão de documentos por ano. Você certamente não se lembra de tudo, mas dos documentos do WikiLeaks o que é sabido a respeito da relação do então vice-presidente Temer com os serviços de inteligência estrangeiros, particularmente norte americanos?
Assange: Nós publicamos várias mensagens sobre isso. Uma em particular é de janeiro de 2006, em que ele vai à embaixada americana. A mensagem é somente a respeito das informações fornecidas por Michel Temer, suas visões políticas e as estratégias do seu partido.
Isso mostra um grau um pouco preocupante de conforto dele com a embaixada americana. O que ele terá como retorno? Ele está claramente dando informações internas à embaixada dos EUA por alguma razão. Provavelmente para pedir algum favor aos Estados Unidos, talvez para receber informações deles em retorno.
Ele foi à embaixada americana várias vezes pra falar. A mensagem que publicamos em janeiro é só sobre essas comunicações. Frequentemente a embaixada retorna contato a respeito de alguma questão e consultam diversos informantes de partidos diferentes e juntam essa informação.
Temer enviou informações várias vezes para a embaixada americana, mas outros também o fizeram. Gente do seu gabinete e também gente de dentro do PT. Então, pessoalmente, eu acho que dada a natureza da relação do Brasil com os Estados Unidos e considerando a intenção do departamento de Estado americano em maximizar os interesses da Chevron e ExxonMobil, estão provendo aos EUA inteligência política interna sobre o que se passa politicamente no Brasil.
Com essas informações o Departamento de Estado pode fazer manobras em defesa dos interesses das grandes companhias americanas de petróleo. O que não necessariamente está alinhado com os interesses do Brasil.
Dependendo de como funciona uma sociedade, pode-se permitir que qualquer pessoa vá a uma embaixada e passe informações internas. Mas a maioria das sociedades que sobrevivem tem regras contra isso. Regras que proíbem que informações políticas delicadas sejam dadas a outro estado.
Ada: E há também há a sensação de que ele está insatisfeito com a política anti-neoliberal do PT e deseja se alinhar com o PSDB.
Assange: É o que tem acontecido agora. Se você ler o que publicamos em 2006, verá que a situação política atual está sendo construída há muito tempo. É interessante ver como o posicionamento das partes, suas visões de mundo e quem são seus aliados, não mudou tanto, como pode se ver.

Fernando: Você deve saber que o Brasil descobriu enormes jazidas de petróleo do pré-sal no oceano e isso daria muito dinheiro ao Brasil mesmo o barril a 8 dólares Que interesse internacional existe nisso? Especialmente o envolvimento do Michel Temer?
Assange: Não tenho certeza. Precisamente a respeito de Michel Temer temos um material importante. Nós publicamos um número de documentos a respeito das jazidas do pré-sal na costa brasileira. Os depósitos são considerados cerca de quatro vezes maiores que as jazidas brasileiras existentes, algo extremamente significativo. É muito caro chegar lá no fundo do oceano e furar a camada de sal. Mas quando se chega, o petróleo não precisa de muito refinamento e se torna bastante lucrativo.
A respeito das condições existentes, a Petrobrás teria 30% de receita do petróleo do pré-sal.
Empresas interessadas nesse petróleo têm ido à embaixada americana para reclamar dessas condições. E alguns partidos políticos no Brasil estavam dizendo que prefeririam que a Chevron e a ExxonMobil tivessem acesso mesmo sem a exclusividade dos trinta por cento da Petrobras.
Esse é na verdade um tema muito interessante: qual é a melhor maneira para o Brasil de licenciar a exploração dos depósitos de petróleo? O que mais beneficiaria os brasileiros?
E o argumento básico é nesta linha: se um estado vai agir de maneira coerente, em competição com outros países e grandes companhias de petróleo, eles devem garantir uma receita, e o petróleo garante um fluxo forte de receita, que pode fortalecer o estado.
O outro lado da equação usa o argumento que, se uma empresa, mesmo se é propriedade do estado, tem acesso preferencial, ela ficaria ineficiente e não se sairia bem na extração petróleo, porque não haveria competição. Estes são os argumentos básicos.
Também se diz que se existe muita competição na extração de petróleo, o preço cai muito e o estado não arrecadará muito em termos de cobranças de licenças de extração.
Então se você olha as mensagens publicadas em dezembro de 2009, verá que já havia relatos disso, mas não era a parte mais interessante. Pra mim a parte mais importante é quando admitiram que o mais lucrativo para o governo seria que a Petrobras tivesse o direito aos 30%.
Então isso é uma admissão. Por que a embaixada alega que o negócio mais lucrativo pra o estado brasileiro ocorreria se a Petrobras tivesse esses 30%?
Porque a Chevron e outras grandes companhias americanas de petróleo diriam: se a Petrobras tem esses 30%, não compensa pra nós. Não vale a pena pra nós fazer a extração, nós poderíamos talvez nos envolver no financiamento.
Mas a russa Gazprom e outras companhias chinesas de petróleo, como a China Oil, poderiam ser capazes de cobrir lances nas licitações, obrigando a Chevron e a Exxon a investir mais dinheiro, porque chineses e russos conseguem operar com menos lucro.
Por que? Porque os chineses só querem o petróleo, eles não estão tão interessados no lucro. Eles podem chegar mais depressa e ficariam com as contas equilibradas. Além de aportar um volume maior de recursos ao Brasil.
Assim como outras empresas petrolíferas estatais e outros estados que têm petróleo, os chineses operam de forma a que sempre possam ganhar licitações em cima da Exxon, por exemplo, uma empresa muito grande, que tem uma receita anual de US$ 269 bilhões.
Então, no caso da Petrobras a questão que está posta é a seguinte: que tipo de estado o Brasil quer ser? Um estado forte. Ou um estado muito fraco, que tem grandes petrolíferas estrangeiras e multinacionais tomando conta dos seus recursos naturais?

Assange: Populismo genuíno pode sempre se mover contra a autoridade enquanto se tenha uma mídia que o expresse. Porque a autoridade é percebida pela sua habilidade de prender pessoas, cobrar impostos e liderar, sob esse aspecto. E quando uma crítica livre se desenvolve, do tipo mais duro, subjuga a percepção de autoridade. Aborda de maneira áspera, enfatiza a percepção de autoridade. Isso aconteceu no caso da Dilma.
Não era puramente orgânico, mas tinha um componente orgânico e esse componente orgânico foi enfatizado pelos cinco grandes grupos de mídia. E provavelmente por robôs. Na verdade achei evidencias de robôs, não tenho certeza a respeito de quem os controlava, foi descoberto no final, mas houve uma pressão de robôs de mídias sociais.
Estamos só no comecinho deste fenômeno onde muita gente tem agora a capacidade de publicar. Isso muda a dinâmica de poder, porque nas nossas sociedades, muito da dinâmica de poder é baseada na censura, prevenindo assim que a maioria da população se expresse. Ou ao menos que publique algo que atinja muita gente. Isso está começando a mudar.
Você sabe quando está lidando com um robô? Você sabe quando está lidando com uma pessoa real? É um sistema que tem alguns humanos e esses humanos controlam milhares de robôs que são com quem você interage, na verdade. É a invenção dos “falsos demos”.
Por que as revoluções acontecem em praças, muito frequentemente? Por que sempre acontecem em praças? É porque na praça você pode ver como o povo reage. Você olha em volta e pode ver as pessoas. Por que se precisa de uma praça para isso? Certamente se as pessoas não estivessem na praça e a mídia estivesse cobrindo e divulgando fielmente a vontade do povo, se teria a revolução de qualquer maneira. Mas os canais de comunicação não divulgam o que a população quer, então não se tem a mesma percepção .
É a percepção do que é a vontade da maioria que define se algo é politicamente possível. Portanto quando se tem uma revolução é normalmente numa praça, como a tomada do Palácio de Inverno, porque as pessoas podem ver que elas são muitas. Porque elas não veem que são tantas quando não estão na praça? Porque o sistema de mídia está suprimindo a realidade do que as pessoas pensam, eles não conseguem perceber os “falsos demos” .
Com a possibilidade de todos falarem na internet de uma maneira ou de outra, um antídoto pra isso é criar os tais “fake demos”. É muito simples: censurar pessoas está se tornando muito difícil. O senso de coletividade fica difícil de perceber. O poder político não se preocupa mais em censurar pessoas, o que se preocupa é a sensação de ser maioria, de que se tem a vontade popular por trás de você. Para obter esse efeito criam-se “falsos demos”. É isso que, desde mais ou menos 2011, vêm fazendo estados e partidos políticos. É um novo jeito de fabricar consensos. Estamos familiarizados com a situação antiga, com os oligarcas da mídia, mas quando se tem mídias sociais se tem uma nova maneira de criar consensos, que é a criação de uma aparência de vontade democrática.

Do Blog Nocaute/São Paulo

Lula candidato: qual programa e forma de governar?

Ricardo Stuckert

Por Jefferson Miola

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial.

Cresce a chance de lançamento imediato da candidatura do ex-presidente Lula à Presidência do Brasil. A depressão econômica, o desemprego beirando 15%, o descalabro social e a paralisia indicam o trânsito do país para um cenário catastrófico.

A barbárie no sistema penitenciário e a atuação desastrosa do governo federal soterraram a nesga de confiança que Temer ainda dispunha. Especialistas alertam sobre a ineficiência das propostas detalhadas pelo governo, e isso enterra as expectativas de que consiga evitar a disseminação do colapso penitenciário por todo o país.

É urgente, por isso, a busca de alternativas para se superar esta realidade crítica. O governo Temer, que é ilegítimo, corrupto e desmoralizado, será incapaz disso. Somente um novo governo, originado do escrutínio popular, terá legitimidade, força política e moral para tanto.

O oferecimento da candidatura Lula, neste contexto, é plenamente razoável e, inclusive, essencial para reverter o sentimento profundo de desesperança, desespero e desalento da sociedade brasileira, em especial do povo trabalhador e dos setores subalternos. A antecipação do debate nacional sobre alternativas para a crise é uma chave de esperança e alento para superarmos a depressão econômica [e das pessoas], e a crise social e humanitária.

Não basta, porém, apenas Lula apresentar um programa econômico para a reconstrução do país, totalmente dilapidado nestes oito meses de governo golpista. O plano para a saída da crise e para a retomada do desenvolvimento, além de propor a anulação dos retrocessos promovidos pelos golpistas, deve ser acompanhado do anúncio das reformas tributária, política e do judiciário; da democratização e pluralidade das comunicações e mídia, e da auditoria do sistema da dívida pública.

A candidatura Lula, além disso, deve assumir claramente a opção de não repetir a coalizão com partidos conservadores. A aliança com partidos de fora do espectro democrático e popular é obstáculo para a concretização do programa de modernização e democratização do Brasil. A candidatura Lula, por isso, deve refletir a unidade de uma frente partidária e social que inclua movimentos, partidos, personalidades e setores democráticos e populares.

É ilusório pensar que a governabilidade se assegura através de alianças contraditórias com partidos conservadores. Um governo progressista e de esquerda se sustenta e viabiliza a plataforma de mudanças nas dinâmicas permanentes de participação popular e de controle democrático do Estado e do governo.

O impeachment fraudulento da Presidente Dilma, patrocinado pelos próprios partidos integrantes da coalizão, evidenciou a inocência em se confiar num esquema de sustentação governamental com inimigos desleais e que, na primeira oportunidade, conspiram e traem.

O Congresso não é o foro exclusivo para o debate das urgências e prioridades nacionais. A candidatura Lula, a este respeito, deve sinalizar claramente que valorizará as consultas públicas, os plebiscitos e referendos para o encaminhamento das grandes decisões do país.

Lula é a esperança para o Brasil recuperar sua dignidade e grandeza como nação, destruída pelo golpe de Estado jurídico-midiático-parlamentar perpetrado pela oligarquia golpista.

Se, todavia, num eventual novo governo Lula ele não fizer diferente em matéria de programa, alianças partidárias e método participativo de governo, esta imensa esperança poderá se esfumaçar, dando lugar à decepção e ao desalento. Nesta circunstância, a biografia de Lula, hoje a de um quase mito, poderá se apequenar.

Deputada Federal Eliziane Gama(PPS) estará em Tuntum no próximo dia 25


A Coordenadora da Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre consumo de drogas entre jovens, deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) estará em Tuntum no próximo dia 25 de Janeiro para ministrar palestra na Câmara de Vereadores a partir das 15 horas sobre a prevenção do uso de drogas no Maranhão.

Segundo o Vice-Prefeito de Tuntum Ciro Ricardo(PPS), que é do mesmo partido da Deputada Federal, o contato foi mantido através da assessoria da parlamentar no sentido de viabilizar a sua vinda a cidade para a palestra aberta ao público do município e terá a parceria da Prefeitura de Tuntum(através do Vice-Prefeito, Ciro Ricardo), Secretaria Municipal das Cidades (Arteniza Noleto), Câmara de Vereadores(Gabinete do Vereador Alan Noleto) e Conselho Municipal de Educação de Tuntum(Professor Emerson Araújo).

Ciro Ricardo comunicou ao Bate Tuntum que o convite para a palestra de Eliziane Gama sobre a prevenção de drogas no dia 25 do corrente será estendido para a comunidade em geral e mobilizará escolas municipais e estaduais, igrejas evangélicas e católica, conselhos de saúde, tutelar, da criança e do adolescente, da educação, delegacia de polícia civil, polícia militar, ministério público, secretarias municipais, juizado, meios de comunicação e interessados do município sobre o assunto em geral.

A programação final será publicada nos próximos dias, segundo o vice-prefeito de Tuntum e articulador da vinda de Eliziane Gama a cidade, Ciro Ricardo.

Cai número de alunos com nota mil na redação do Enem e sobe total de zero

Caderno de prova do Enem 2016 (Foto: G1/G1)
Caderno de prova do Enem 2016 (Foto: G1/G1)

Só 77 pessoas tiraram nota máxima na redação do Enem 2016; por outro lado, 84.236 candidatos tiveram a redação anulada.

Diminuiu o número de alunos que conseguiram tirar a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e aumentou a quantidade daqueles que tiraram zero no último ano. O acesso às notas do Enem 2016 foi liberado nesta quarta-feira (18).

ENEM: COBERTURA COMPLETA

Em 2016, só 77 participantes do exame conseguiram alcançar nota mil na redação, segundo o Ministério da Educação (MEC). O número é menor do que o registrado no ano anterior, quando 104 candidatos conseguiram nota máxima. Em 2014, foram 250 redação com notas mil.



Aumento das notas zero

Embora o MEC tenha adotado critérios diferentes de divulgação entre 2015 e 2016, os dados apontam que houve aumento no total de alunos que ficaram com nota zero. Em 2015, 53 mil participantes ficaram nesta situação.

Nesta edição, 84.236 ficaram com nota zero por causa de um dos seis motivos abaixo:

fuga ao tema
cópia de texto motivador
texto insuficiente
não atendimento ao tipo textual
parte desconectada
propostas que ferem os direitos humanos

Além disto, nesta edição, houve ainda 206.127 mil pessoas que ficaram com nota zero por causa do não comparecimento ao segundo dia de provas, ou por deixar a redação em branco.

O principal motivo para a anulação (46.874 candidatos) foi fuga ao tema. Quase 5 mil alunos tiveram seus textos desconsiderados pela banca examinadora por ferir os direitos humanos, impeditivo previsto em edital.

O MEC não divulgou detalhes sobre os motivos da anulação em 2014.

A média total dos participantes do Enem 2016 também caiu em ciências da natureza e ciências humanas e subiu em linguagens e matemática.

Média geral nas quatro áreas

Em linguagens e códigos, a nota média total foi de 520,5 pontos. No Enem 2015, a média foi 505,3 pontos. Em 2014, a nota foi 507,9 pontos.

Em matemática, a média foi 489,5 pontos, sendo que nos anos anteriores havia sido de 467,9 (2015) e 473,5 (2014).

Em ciências da natureza, a média caiu de 478,8 (2015) para 477,1 pontos.

Já em ciências humanas, na edição de 2015 a nota foi 558,1 pontos. Agora, ela ficou em 533,5 pontos.

ENEM 2016 - 2º DIA - PROVA AZUL - REDAÇÃO (Foto: G1 )
ENEM 2016 - 2º DIA - PROVA AZUL - REDAÇÃO (Foto: G1 )

Tema da redação

O tema cobrado na última edição do Enem foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". No dia da prova, em 6 de novembro, o G1ouviu professoras de redação do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Campinas (SP), que listaram dicas e estratégias para não perder pontos na prova de redação.

Entre elas estavam: não focar nos 'caminhos' de combate à intolerância, fazer proselitismo e não se manter neutro e ficar só na superfície do tema. Além disso, a colunista do G1, Andrea Ramal, produziu uma redação modelo sobre o tema. Nas redes sociais, internautas se dividiram entre elogios ao assunto e o apontamento da polêmica que ele pode criar entre os adeptos de diferentes credos.

Na aplicação do Enem adiado, feito nos dias 3 e 4 de dezembro, o tema da redação foi "Caminhos para combater o racismo no Brasil". Na edição do Enem aplicada para pessoas privadas de liberdade, o tema da prova de redação foi "Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil".
Página da prova de Redação do Enem adiado de 2016 (Foto: Reprodução/Inep)
Página da prova de Redação do Enem adiado de 2016 (Foto: Reprodução/Inep)


G1

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Maioria das cidades do Piauí paga piso salarial aos professores, diz MEC

Alunos devem fazer matrícula via on-line (Foto: Ascom/Seduc)
Segundo o MEC, 68,3% das cidades do Piauí pagam o piso do magistério (Foto: Ascom/Seduc)

Segundo o MEC, 153, das 224 cidades do Piauí, pagam o piso nacional. Sindicato da categoria diz que falta rigor para os gestores que descumprem lei.

Um levantamento realizado pelo Ministério da Educação (MEC) mostrou que 68,3% das cidades do Piauí pagam o piso salarial aos professores da rede municipal. Os dados mostram que 153 cidades piauienses, de um total de 224, e mais o governo do estado, cumprem tanto a jornada de trabalho quanto o valor do piso do magistério. O apanhando foi feito pelo MEC com base nas informações declaradas pelos próprios municípios em novembro de 2016.

Quando levado em conta todo o país, a realidade é diferente, com a maioria das cidades não pagando o piso nacional do professor. Dos 5.570 municípios do Brasil, apenas 2.533 declararam pagar o piso, ou 45% do total.

Com um aumento de 7,64%, o novo piso nacional do magistério público é de R$ 2.298,80 e já está valendo para este mês de janeiro. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), apontou que o impacto nos cofres municipais será de R$ 5,038 bilhões.

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte), o levantamento do MEC deve ser interpretado com muitas ressalvas. A entidade defende que os números não são precisos, que a situação dos professores que trabalham em cidades que pagam o piso não é das melhores e ainda que a Justiça não pune os gestores que não cumprem a lei do piso.

“Quando diz que a cidade está pagando o piso, não quer dizer que está tudo bem. Muitos não respeitam o horário pedagógico, que é usada para planejamento de aulas, e falta infraestrutura. Nas cidades que não pagam, os gestores não priorizam a educação, muitas vezes recebendo esse recurso e usando para outras demandas”, afirmou Kassyus Klay Lages, secretário de comunicação do Sinte.

O sindicalista cobra ainda ação efetiva do Ministério Público e da Justiça com relação às cidades que não cumprem a lei federal do piso do professor. “Os gestores que não estão cumprindo a lei, não estão sofrendo as penas devidas. O prefeito que não paga o piso, tem que sofrer um processo por improbidade administrativa. Estamos cobrando que as autoridades fiquem mais atentas a essa realidade no Piauí”, disse.

Em nota, o MEC informou que sua missão é coordenar a política nacional de educação e não possui prerrogativa para fiscalizar o cumprimento de leis ou contratos estaduais ou municipais, especificamente sobre a lei do piso.

"Esse papel é próprio do Ministério Público Estadual, do Poder Legislativo local e dos Tribunais de Contas Estaduais. Não há uma penalidade específica para o não cumprimento da lei do piso. No entanto, pode haver diligências dos órgãos de controle resultando em um Termo de Ajuste de Conduta - TAC", diz o texto.

G1/PI

APÓS PROBLEMAS, RESULTADO DO ENEM 2016 JÁ ESTÁ DISPONÍVEL


Depois de cerca de oito horas de instabilidade no sistema, impossibilitando a consulta, o Inep liberou nesta manhã o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016; os cerca de 6 milhões de candidatos que fizeram as provas já podem conferir as notas na página do participante do Enem. Para acessar, é necessário informar o CPF e a senha escolhida na hora da inscrição

247 com Agência Brasil - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) liberou hoje (18) o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016.

Os cerca de 6 milhões de candidatos que fizeram as provas já podem conferir as notas na página do participante do Enem. Para acessar, é necessário informar o CPF e a senha escolhida na hora da inscrição. Consulte aqui.

Os estudantes ficaram cerca de 8 horas impossibilitados de acessarem o resultado por problemas técnicos no sistema do Inep (leia mais).

Alunos têm acesso a uma tabela com a nota obtida em cada uma das provas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e redação. Eles ainda não têm, no entanto, acesso ao espelho da redação, com a correção mais detalhada do texto, que será divulgado posteriormente.

Teoria da Resposta ao Item

A correção do Enem é feita com base na metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada item. O valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, um item que teve grande número de acertos será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar uma questão com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por aquele item.

As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, os candidatos com mais de 18 anos podem usar o Enem para receber a certificação do ensino médio.

DISPUTA PELO SENADO DEVE PEGAR FOGO NO MA


Wilson Dias/Agência Brasil

A disputa pelo Senado em 2018 promete ser uma das mais concorridas para o Maranhão pelo número grande de pré-candidatos que já possui; até agora, nomes como os de Weverton Rocha (foto), José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão já confirmaram intenções de disputar; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Humberto Coutinho, apesar do resultado das eleições em Caxias, também nutre interesse por uma das duas vagas

Blog do Jorge Vieira - A disputa pelo Senado em 2018 promete ser uma das mais concorridas para o Maranhão pelo número grande de pré-candidatos que já possui. Até agora, nomes como os de Weverton Rocha, José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão já confirmaram intenções de disputar. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Humberto Coutinho, apesar do resultado das eleições em Caxias, também nutre interesse por uma das duas vagas.

Desta vez, o jogo é favorável ao grupo de Flávio Dino às duas vagas no senado. Com Weverton e Zé Reinaldo concorrendo, o governador tem em suas mãos nomes prontos para viabilizar demandas para o Maranhão com mais fluidez. Isto resultado em muito mais desenvolvimento para o estado com o comando aqui e em Brasília.

No grupo Sarney, a escolha para a disputa está entre Sarney Filho e Roseana Sarney, ainda faltando definições concretas. Além dos nomes já praticamente confirmados, ainda faltam os senadores João Alberto e Edson Lobão se pronunciarem se tentarão reeleição. Vale destacar também que o filho do senador Edson Lobão, Lobão Filho também pode disputar a cadeira do pai.

Vale lembrar também que nenhum destes nomes sarneyzistas já não possui força o suficiente para disputar qualquer vaga em 2018, seja no Senado, governo, assembleia, após humilhação nas urnas em 2016. O grupo vem perdendo prestígio desde sua histórica derrota para Flávio Dino, em 2014.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

PRESO É ESTRANGULADO E MORTO EM PRESÍDIO NO PIAUÍ


Um presidiário identificado como Rosenberg Silva Costa, de 29 anos, foi estrangulado dentro de uma das celas da Casa de Custódia de Teresina e o corpo jogado no pavilhão C da unidade; é a segunda morte de preso registrada em menos de uma semana no estado; levantamento do G1, divulgado em dezembro, apontou que o estado tem o maior percentual de presos sem condenação no sistema prisional: 65%, ou 2,7 mil de 4,2 mil detentos

Piauí 247 - Um presidiário identificado como Rosenberg Silva Costa, de 29 anos, foi estrangulado na manhã desta terça-feira (17) dentro de uma das celas da Casa de Custódia de Teresina e o corpo jogado no pavilhão C da unidade. O crime ocorreu durante o banho de sol, de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi). É a segunda morte de preso registrada em menos de uma semana no estado, quando um interno morreu dentro de uma viatura quando era transferido de Teresina para a Penitenciária Vereda Grande, em Floriano, Sul do estado.

O diretor do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda, informou que houve um princípio de motim e os agentes fizeram alguns disparos para dispersar os detentos. "Acreditamos que ele foi arrastado e morto dentro da cela e depois o corpo jogado no pavilhão. Os presos usaram lençóis para enforcar a vítima. Ele foi morto de forma silenciosa", relatou Kleiton.

Rosenberg Silva estava preso desde o dia 19 de julho do ano passado e cumpria pena por tráfico de drogas. A gerência da unidade acionou o Instituto de Medicina Legal (IML) e a Delegacia de Homicídios. A Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária da Secretaria de Justiça vai abrir sindicância para apurar a morte do detento.

A Casa de Custódia de Teresina é o maior presídio do estado e deveria receber apenas presos provisórios. Atualmente, são quase 1 mil presos custodiados na unidade, quase o tripo da sua capacidade que é para 360 detentos.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários voltou a criticar o sistema carcerário piauiense e chamou atenção para o fato de que a situação possa se agravar. Segundo Kleiton Holanda, a Secretaria Estadual de Justiça retirou um grupo de intervenção que atuava na Casa de Custódia e convocou militares para prestar serviço no presídio.

"As coisas estão tomando um rumo descontrolado e o estado nega que possa ocorrer um evento de grande proporção. Está havendo uma falha de planejamento. Tiraram agentes e colocaram militares que não entendem como funciona o sistema, que são acostumados a lidar com a segurança preventiva e ostensiva. É um efeito dominó, ou seja, se tira policial da rua, logicamente a tendência é aumentar a violência e a população carcerária", reclamou Kleiton.

O relato do sindicalista foi publicado no G1, que, em dezembro, fez um levantamento apontando que o estado tem o maior percentual de presos sem condenação no sistema prisional: 65%, ou 2,7 mil de 4,2 mil detentos. O estado também está entre os 18 cujas audiências de custódia resultam em mais decisões de prisão preventiva do que em liberdade provisória segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento foi feito entre 2015 e dezembro de 2016. A estatística representa dois terços dos 26 estados mais o Distrito Federal.

Sistema prisional em crise

A morte do presidiário acontece em um contexto de extrema crise no sistema carcerário brasileiro. As deficiências voltaram a ganhar destaque na imprensa nacional após a morte a rebelião em Manaus, no último dia 2 - a rebelião começo no dia anterior - e em Roraima (33) no dia 7.

Nesse sábado (14), 26 detentos morreram na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, após o início de uma rebelião que terminou no domingo (15). Apenas um dia depois, nesta segunda (16), o presídio registrou um novo motim e detentos foram vistos ocupando o telhado do presídio (veja aqui). Nesta terça (17), detentos retornaram aos telhados de uma das unidades do complexo. De acordo com a Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania (Sejuc), o clima no local continua tenso. Dezenas de presos estão espalhados pelo pátio do complexo.

Também no domingo (15), dois detentos morreram e 28 fugiram do Complexo Penitenciário de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Em Pernambuco, o governo apura como quatro presos fugiram de uma penitenciária de segurança máxima, em Tacaimbó, no agreste pernambucano. Todos eles foram recapturados.

No último dia 12, dois homens foram mortos na Penitenciária de Regime Fechado em Tupi Paulista, no interior paulista. Um deles foi degolado, segundo informações da Delegacia Seccional da cidade de Dracena. No mesmo dia, dois reeducandos que estavam detidos na Casa de Custódia, o Cadeião, em Maceió, foram mortos. Os corpos apresentam várias perfurações.

No último dia 4, dois presos foram mortos na Penitenciária Padrão Romero Nóbrega, em Patos, Sertão da Paraíba.

ONG internacional critica o Brasil

No último dia 12, um Relatório Mundial 2017 da Human Rights Watch (HRW), que analisa práticas na área de direitos humanos em mais 90 países chamou a atenção para os assassinatos praticados por policiais (execuções extrajudiciais), dos presídios superlotados e de maus-tratos, inclusive tortura, contra presos no Brasil.

No documento, com 687 páginas a ONG cita melhorias no País no campo dos direitos humanos, como a expansão das audiências de custódia, que aceleram as decisões judiciais para presos em flagrante, mas faz muitas críticas à condução das áreas de segurança pública e sistema penitenciário, entre outras.

No relatório são destacados o aumento de 85% na população carcerária de 2004 a 2014, chegando a mais de 622.200 pessoas, capacidade superada em 67% no sistema prisional e o déficit de agentes penitenciários. A morte de 99 presos nos presídios dos estados do Amazonas, Roraima e Paraíba este mês entrou no documento.

A rebelião que provocou a morta de quase 60 detentos em Manaus, por exemplo, foi a segunda maior chacina do sistema carcerário brasileiro, provocada por uma briga entre facções criminosas. A primeira aconteceu em 1992, na Casa de Detenção de São Paulo, onde 111 detentos foram assinados após o início de uma rebelião e o consequente confronto com a Polícia Militar.

DILMA: PRISÃO DE BOULOS FERE DEMOCRACIA E CRIMINALIZA DIREITOS SOCIAIS



Presidente deposta Dilma Rousseff criticou a prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos, nesta terça-feira, 17, durante ação de reintegração de posse de terreno na zona leste de São Paulo pela Polícia Militar; "A prisão do líder do MTST Guilherme Boulos, é inaceitável. Os movimentos sociais devem ter garantidos a liberdade e os direitos sociais, claramente expressos na nossa Constituição cidadã, especialmente, o direito à livre manifestação", disse a presidente; para Dilma, a ação da PM de Geraldo Alckmin (PSDB) torna claro o retrocesso vivido pelo Brasil. "Prender Guilherme Boulos, quando defendia um desfecho favorável às famílias da Vila Colonial em São Paulo, evidencia um forte retrocesso. Mostra a opção por um caminho que fere nossa democracia e criminaliza a defesa dos direitos sociais do nosso povo", disse a presidente

SP 247 - A presidente deposta Dilma Rousseff criticou a prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos, nesta terça-feira, 17, durante ação de reintegração de posse de terreno na zona leste de São Paulo pela Polícia Militar. 

"A prisão do líder do MTST Guilherme Boulos, é inaceitável. Os movimentos sociais devem ter garantidos a liberdade e os direitos sociais, claramente expressos na nossa Constituição cidadã, especialmente, o direito à livre manifestação", disse a presidente. 

Para Dilma, a ação da PM de Geraldo Alckmin (PSDB) torna claro o retrocesso vivido pelo Brasil. "Prender Guilherme Boulos, quando defendia um desfecho favorável às famílias da Vila Colonial em São Paulo, evidencia um forte retrocesso. Mostra a opção por um caminho que fere nossa democracia e criminaliza a defesa dos direitos sociais do nosso povo", disse a presidente deposta. 

Gulherme Boulos foi preso quando intermediava diálogo entre cerca de 700 famílias que ocupavam a área composta por dois terrenos particulares e um terreno da Prefeitura de São Paulo, agora sob a gestão de João Doria. Durante a ação, a PM usou bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e muita truculência. Leia mais sobre o assunto aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

FAMEM: a vitória do municipalismo

Dr. Tema novo Presidente da FAMEM

Tenho acompanhando, nas últimas 72(setenta e duas horas), diversas análises de articulistas políticos de São Luís sobre o pleito da FAMEM, encerrado, na tarde desta segunda-feira(16),  com a homologação da "Chapa Prefeito Humberto Coutinho" por 142(cento e quarenta e dois) votos, encabeçada pelo Prefeito de Tuntum Cleomar Tema(PSB).

Há análises de todos os gostos e de todas as extensões políticas para configurar a vitória de Cleomar Tema e seus aliados nas eleições da FAMEM como candidato único, inclusive as que apontam para o apoio da candidatura ao Senado em 2018 do Deputado Federal e ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares do mesmo partido do prefeito vitorioso, na tarde desta segunda-feira(16).

A chegada do Prefeito Tema à presidência da FAMEM, pela terceira vez, é um fato político no Maranhão  que ganha o mesmo tamanho de uma disputa de pleito eleitoral de nível estadual pela envergadura administrativa e pelo poder de engenharia política  do gestor de Tuntum diante das demandas municipalistas que em 2017 e 2018 irão se impor.

Talvez seja muito cedo ainda para se afirmar que a vitória do Dr. Tema,  nas eleições da FAMEM vá privilegiar ou desenhar prognósticos de candidaturas em 2018, mas há um clima que merece ser dito diante da vitória consagradora da "Chapa Prefeito Humberto Coutinho", a retomada da importância do "pessebista" a nível estadual novamente e com toda a capacidade de influenciar o futuro pleito estadual nas pretensões dos pré-candidatos já postos, em todos os níveis.

Dr. Tema,  ao sair vitorioso, nesta segunda(16) a presidência da FAMEM, se tornou o pêndulo político mais significativo para 2018 no Maranhão, seja para pleitear voos eleitorais pessoais com uma possível pré-candidatura a Vice-Governador do Maranhão ou então indicar a esposa Daniella Jadão Cunha como possível pré-candidata a deputada estadual, caso o deputado Humberto Coutinho decline da vida pública por conta das condições de saúde adversas hoje. 

O Prefeito Municipal de Tuntum,  na tarde de hoje(16), voltou a ter visibilidade política em todo o Estado do Maranhão ao se tornar Presidente da poderosa FAMEM, não restam dúvidas, e, com isso, ganhou, também, poder de fogo para influenciar a política maranhense em 2018 e isso ninguém deve desconhecer a partir de agora. 

Proposta ingênua que poderá reestruturar toda a República

 Foto: Karlos Geromy/Secap

Por JOSE CARLOS DE ASSIS
(Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB)

O governador do Maranhão, Flávio Dino, sugeriu um grande acordo entre Lula e Fernando Henrique Cardoso para pacificar o país e promover a superação da crise brasileira. Não se sabe se isso é fruto da ingenuidade ou do oportunismo. Em primeiro lugar os dois dirigentes do PT e do PSDB não controlam efetivamente seus supostos liderados. Também não controlam os demais partidos. E, sobretudo, o governador não sugere uma pauta concreta de ação para que seja feito o acordo. Na 

Consideremos, porém, a hipótese de que o governador seja apenas ingênuo. Será que nada se aproveitará de sua sugestão? O Brasil não se ressente de um grande pacto social para escapar do destino terrível a que parece condenado? Como escaparemos da convulsão social que já ocupa os presídios e que breve poderá transbordar para a sociedade na forma de centenas e milhares de prisioneiros soltos por aí, expulsos das condições miseráveis em que se encontram pela dinâmica das rebeliões e das fugas? Tudo no Brasil é Lava Jato?

Um amigo meu vinculado ao Comando do Exército, expressando a opinião já manifestada por seus superiores, considera que só na beira de uma grande convulsão social as Forças Armadas intervirão no processo político, e assim mesmo por convocação da autoridade legal. Estamos muito pertos disso. A maioria dos parlamentares parecem instalada em sua zona de conforto, gozando as delícias das férias e das praias. Entretanto, será apresentada à realidade quando acabar o recesso em 1 e 2 de fevereiro, com a eleição das novas mesas.

O que acontecerá então? Ou caminhamos para alguma coisa parecida com um grande acordo político, com o qual sonha o governador do Maranhão, ou seremos engolfados pelo caos. Contudo, como dito acima, não se faz acordo apenas com ideias. É preciso ter algo concreto em torno do que acordar, e isso requer uma avaliação prévia das condições atuais do país. Estamos em profunda depressão, a maior de nossa história. A democracia está em risco. Para salvá-la, antes de tudo é necessário encaminhar a solução da crise econômica.

De fato, o povo brasileiro já não tem tempo para esperar indefinidamente por um programa que reverta a contração do PIB e possibilite a retomada do emprego. Isso requer um New Deal ou um Novo Plano alemão, sobre os quais temos falado exaustivamente, o senador Roberto Requião e eu, como exemplos históricos a seguir imediatamente. Esse plano nada custará em última instância. Apenas a sustação da dívida dos Estados junto à União, e o ressarcimento dos R$ 277 bilhões pagos indevidamente desde 1997!

Um grande acordo político nacional ancorado no reconhecimento da nulidade da dívida dos Estados fará a proposta do governador do Maranhão parecer menos ingênua. Para que isso seja efetivado, minha sugestão é que o acordo venha consolidado, em regime de urgência, por um projeto de Resolução proposto no Senado que tenha a aprovação prévia das lideranças do PMDB, do PT, do PSDB e do PCdB, pelo menos. Note que aqui não se fala em acordo para anular suspeitas em torno da Lava Jato. É exclusivamente econômico.

Com um passo a mais esse processo de tentativa de união nacional poderia evoluir para a definição das presidências das mesas da Câmara e do Senado. Neste último, seria natural que o senador que tomou a iniciativa de propor a renegociação em novas bases, até o reconhecimento da nulidade da dívida dos Estados junto à União seja o que tenha as melhores condições de conduzir o Senado nessa negociação. Na Câmara a melhor indicação seria a de um deputado do PMDB, com liderança no partido, não submetido ao esquema de Cunha.

Esse rearranjo possível na cúpula do sistema político em nada alteraria a continuidade do processo de limpeza ética do Parlamento. Contudo, dada a possível renúncia de Temer em face desse mesmo rearranjo que implicará a total reversão do projeto neoliberal que ele comanda, teremos que nos preparar para a sucessão presidencial indireta, como manda a Constituição. Não devemos ter medo da eleição presidencial indireta. É do jogo. Como resultado de negociações de uma cúpula política renovada, talvez traga menores riscos para a cidadania do que uma eleição direta do tipo que elegeu Collor de Mello. Além do mais, teríamos dois anos para buscar um presidente definitivo decente.

ELEIÇÃO DA FAMEM: SEM PRESTÍGIO E FORÇA, GRUPO SARNEY FALSIFICA ASSINATURAS

Blog do Jorge Vieira - Parece que a tática é sempre a mesma quando o Grupo Sarney tenta conquistar no tapetão seja qualquer cargo que tente disputar. Nas eleições para a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), a história se repete. Ciente da derrota, haja vista que pediu a justiça negou o pedido de suspensão do pleito que seria nesta segunda-feira (16), há novamente indícios de que a chapa de Irlahy Moraes falsificou a a assinatura de mais um prefeito para tentar disputar o cargo de presidente da instituição.

Mais um prefeito acusou a ex-candidata de falsificar assinatura para compor sua chapa no pleito que vai escolher o novo gestor da entidade nesta segunda-feira, 16. Na semana passada o prefeito de Marajá do Sena, Lindomar Araújo, através de comunicado junto a Comissão Eleitoral já havia solicitado a retirada do seu nome da chapa de Irlahy. “Não autorizei e nem assinei nenhum documento com essa finalidade para a referida chapa”. Leia mais sobre outras assinaturas falsificadas clicando AQUI.

E sobre falsificar assinatura é prática comum usada pelo Grupo Sarney. Até quando é deles contra eles mesmos! Em 2015, na acirrada disputa pelo diretório estadual do PMDB no Maranhão, a chapa da deputada estadual Andrea Murad e do ex- secretário Ricardo Murad foi acusada de falsificar assinaturas para vencer a disputa contra a chapa do deputado estadual Roberto Costa e do senador João Alberto. É cobra comendo cobra.

Aliás, é uma prática notória do PMDB tomar tudo “na marra”, haja vista, o que aconteceu no processo de impeachment levando Michel Temer, sem nenhum voto, ao cargo de presidente. E é pela falta de prestígio, não somente no Maranhão, mas nacional do partido que Temer enche aos montes a presidência com estes em diversos cargos. A falta de prestígio do Grupo Sarney o leva a praticar este tipo de coisa de forma cada vez mais frequente para conseguir o que quer.