segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Bill Clinton parte para cima de Sanders. Sinal de que Sanders ameaça mesmo Hillary

POR FERNANDO BRITO/Tijolaço(com edição)


primarias
Amanhã ocorre a segunda eleição primária da sucessão norte-americana e todas as pesquisas apontam para uma vitória folgada de Bernie Sanders em New Hampshire sobre a favorita Hillary Clinton.

É um estado pequeno, com poucos delegados (32) à convenção democrata – 0,75% do total, apenas – e onde a confirmação de vitória de Sanders ainda terá de equilibrar a vantagem apenas entre os 24 que serão eleitos, pois há oito “superdelegados”, da máquina partidária, todos com Hillary.

Mesmo assim, a “onda Sanders” precisa ser quebrada, avaliam os caciques do partido e essa é a razão de, depois de meses recolhido a uma posição discreta, o ex-presidente Bill Clinton tenha partido para cima do desafiante com palavras duríssimas, como registra hoje o The New York Times:

“Bill Clinton desfechou um duro ataque sobre o senador Bernie Sanders , no domingo, criticando duramente o Sr. Sanders e os seus apoiadores, os quais acusou de críticas falsas e e de ataques de “sexistas” a Hillary Clinton .

“Quando você (diz que) está fazendo uma revolução que não pode deixar de ser muito cuidadoso com os fatos”, disse Clinton, ridicularizando chamada convocação frequentemente feita por Sanders para uma revolução política.

O ex-presidente, dirigindo-se a algumas centenas de partidários em uma escola secundária aqui, retratado adversário de sua esposa pela indicação democrata como hipócrita, “hermeticamente fechado” e desonesto.”

O jornal atribui a reação de Clinton á importância emocional que dá a uma vitória em New Hampshire por ter sido lá que, em 1992, começou a reverter uma situação dif´cil nas primárias democratas. abalhado por escândalos sexuais e por uma suposta fuga da prestação de serviço militar no Vietnã;

Um olhar sobre as pesquisas nacionais, numa média consolidada pelo Huffinton Post – que, como pode ser configurada, selecionei para mostrar apenas as pesquisas “bancadas” por jornais e tevês de peso e onde eliminei as via Web e por “robôs telefônicos” basta para ver que há bem mais que razões sentimentais na atitude do ex-presidente.

Pode ser um sinal para que Sanders, tratado até agora como um simpática figura, algo “folclórica” passe a ser tratado como o que é: uma ameaça à ainda favorita, mas não mais favoritíssima, Hillary Clinton.