segunda-feira, 14 de março de 2016

Maranhenses criam inseticida natural contra o Aedes aegypti

Inseticida e repelente naturais são desenvolvidos pela Uema (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Inseticida e repelente naturais são desenvolvidos pela Uema (Foto: Reprodução/TV Mirante)
O Repórter Mirante deste sábado (12) entra na guerra contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, vírus da zika e febre chikungunya. O programa mostra iniciativas para exterminar o mosquito que tem mobilizado o país inteiro, por causa da microcefalia, que só no Maranhão teve 192 notificações entre outubro de 2015 a março de 2016, com 26 confirmados e 147 sob investigação, segundo o Ministério da Saúde.

Entre elas, está a de pesquisadoras maranhenses que desenvolveram um inseticida e um repelente à base de uma planta de origem indiana e do óleo do babaçu. Soluções naturais para eliminar o inimigo nº 1 da saúde pública no Brasil. No laboratório da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a arma para afastar o mosquito, é o nim. As pesquisadoras conseguiram desenvolver três produtos que estão sendo testados contra o Aedes aegypti.

Como funciona

O primeiro é um inseticida feito das folhas do nim, que depois de passar por um processo de secagem em estufa, são transformadas em pó. O produto foi desenvolvido com o objetivo de fazer o controle populacional do mosquito.

A pesquisa começou em 2010, na primeira epidemia de dengue. Como uma estudante do curso de biologia já havia feito um projeto de extensão com inseticida natural feito do nim, para aplicação na agricultura, as pesquisadoras decidiram aprofundar a pesquisa e mirar o alvo para o Aedes. A Uema é detentora da patente do inseticida do nim, e as pesquisadoras, agora, esperam que alguma indústria se interesse pela fórmula e possa produzir em grande escala.

Além do inseticida para eliminar os ovos e larvas, tem ainda outro produto para combater os mosquitos adultos. As pesquisadoras também desenvolveram um repelente à base de nim, cuja eficácia também já foi comprovada.

Os últimos dois produtos ainda estão em processo de registro de patentes e só depois, poderão ser colocados à disposição da indústria para fabricação, mas enquanto os produtos não chegam às prateleiras das farmácias, combater os criadouros do aedes ainda é a melhor saída para acabar com o mosquito.

Outras iniciativas

A lição começa na escola, onde os alunos usam garrafas PET para fabricar uma armadilha para o tão temido mosquito. E em São Luís, um condomínio se uniu para acabar com os criadouros.

E você sabia que algumas espécies de peixes podem ajudar no combate á proliferação das larvas? O mosquito vê a água parada, chega ali e deposita os ovos. Quando eclodem, liberam as larvas, e vira comida de peixe.

G1/MA
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