sábado, 12 de março de 2016

Os efeitos da adesão do PMDB ao Golpe e a oportunidade singular de Dilma sobreviver


Por Walter Santos/Revista Nordeste/Revista Nordeste

Do ponto de vista imediato, a projeção do PMDB consolidar o afastamento definitivo do Governo Dilma traduz, em tese, algo como "tragédia política" para o mandato da presidenta como a avocar nesse clima a ingovernabilidade. Este fato novo, aliás, pode ser tratado como adesão do PMDB ao Golpe liderado pelo PSDB, coincidentemente tendo a reunião peemedebista se registrando às vésperas do Ato Público de domingo, 13. Mesmo assim pode significar, a depender das atitudes governistas, na oportunidade singular de Dilma assumir de vez a condição de mandato de Transição convivendo com Minoria em sintonia com a Sociedade Organizada, para isso precisando assumir de vez nova postura proativa e composição partidária real à altura da nova realidade.

A esta altura do campeonato, a novidade construída pelo PMDB impõe ao Governo ações de rapidez e construção imediata de uma base política possível no Congresso Nacional que, mesmo estando em condição minoritária, possa ser mais construtiva na defesa das matérias de interesse do País encaminhadas pelo Governo. É muito mais sensato saber do que e em que pode contar, do que conviver com a instabilidade insuportável dos últimos tempos.

Não é condição fácil, muito pelo contrário, não pelo ineditismo, mas pela necessidade imperiosa da presidenta Dilma assumir de vez o Governo , algo que não conseguiu fazê-lo até a data de hoje, formatando nova correlação de forças e de atitudes no relacionamento com a sociedade brasileira, através dos instrumentos legais de Mídia possível de que dispõe expondo com clareza à população do que está sendo vítima.
Esta conduta política de enfrentamento denunciando o que está por trás de tudo o que vem acontecendo paralelamente à construção de uma Minoria sólida precisa ser assumida porque, do contrário, será o fim do Governo.

O PMDB DANDO AS COSTAS À HISTÓRIA

Está claro, muito claro, que o PMDB – artífice e protagonista da Redemocratização do Brasil – resolveu dar marcha à ré se aliando aos partidos e dogmas conservadores à Direita, que até hoje não souberam conviver com a derrota em outubro de 2014.

O pior é que tudo acontece às barbas (sem ele ter) do Vice-presidente Michel Temer, um reconhecido constitucionalista, que se permite e serve ao atraso institucional quando, sem nenhuma condição legal palpável que demonstre impostura aética da Presidenta Dilma Rousseff, mesmo assim se assume condutor do Golpe, cujo efeito nem o PMDB nem a Oposição imaginam qual será no sentido inverso da reação popular. Mas vai vir algo muito pior.

O PMDB rasga assim parte de sua História ao assumir novo manequim retrógrado.

TEM GOVERNO COM AVANÇOS CONVIVENDO COM MINORIA

A presidenta Dilma e seus assessores tão abarrotados de problemas talvez desconheçam, mas existem no País exemplos concretos de atitudes políticas baseadas em Projetos e Politicas em favor do Coletivo peitando o Corporativismo, que têm sabido governar com resultados mesmo tendo minoria no Parlamento.

O Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, é uma realidade no domínio de decisão política consistente convivendo com Minoria e, mesmo assim, sem afetar os programas de interesse popular, acima do Corporativismo das Câmaras e Assembleias, que resolveram se aquartelar em Conchavos bancados pelo interesse financeiro em detrimento da Sociedade.

Ricardo Coutinho foi prefeito duas vezes de João Pessoa enfrentando duramente a Câmara Municipal, da mesma feita com o primeiro mandato na Assembléia Legislativa com a maioria esmagadora das Casas contrárias e em perseguição permanente, mas que ele soube dialogar com a Sociedade denunciando os Conluios e assim a Sociedade paraibana fez a opção por eles.

SE É PARA REAGIR, TEM DE EXPOR A VERDADE DOS FATOS

À Presidenta Dilma não há outro caminho: ela precisa assumir pessoalmente, conscientemente, de que todo seu esforço de diálogo foi por terra abaixo e lhe resta apenas defender seu Mandato construindo a Base partidária possível e consistente apresentando as Propostas que a sociedade exige, em sendo precisando de novas estratégias de expor à opinião publica a verdade da Oposição dando nome aos bois.

Se a Elite ligada à Oposição não quer participar da construção da Transição, que ela faça com quem pode e está solidário com ela. Neste caso, as políticas precisam ser revistas para êxito da nova realidade política.
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