sexta-feira, 11 de março de 2016

Santa Filomena do Maranhão precisa sair da miséria social





Por Emerson Araújo

O tema Santa Filomena do Maranhão sempre me foi muito caro por razões familiares e sentimentais. Nasci na terra dos arapuás em 1958, mas nunca fixei residência e nem domicílio ali, mesmo assim uma parte da minha família materna aportou nos idos iniciais da década de 50 do século passado e ajudou a desenvolver o distrito que pertenceu a Presidente Dutra e Tuntum, também. A primeira esposa do líder Arapuá João Bandeira da Costa era minha tia, irmã da minha mãe, Tia Enói, genitora de Inês e Aleluia Bandeira.

E por falar em Inês Bandeira da Costa, ex-vice prefeita de Tuntum na primeira gestão de Cleomar Tema em 1992, hoje, professora da rede estadual de ensino, a cidade de Santa Filomena do Maranhão deve, ao empenho político desta líder, a sua emancipação em 1994.

Poucas vezes voltei a Santa Filomena do Maranhão, mas no início de 1997 estive na posse do Sr. Salomão Barbosa primeiro prefeito eleito de Santa Filomena do Maranhão com apoio dos Bandeira da Costa e com a esperança de trazer desenvolvimento social aquele ex-distrito de Tuntum esquecido pelas pendengas da política antiga.

Os anos se passaram, os Barbosas esqueceram os compromissos com os aliados dos primeiros anos e tomaram de conta de Santa Filomena do Maranhão para depois constituírem uma das oligarquias municipais mais desproporcional do interior do Estado, mantendo o antigo distrito de Tuntum no atraso social e econômico maior do que fora no passado.

Santa Filomena do Maranhão urge na falta e abandono de políticas públicas de educação, saúde, promoção social e geração de emprego e renda negligenciados ao longo da dominação oligárquica dos Barbosas, transformando a terra dos arapuás num dos piores IDHM do mundo como já falamos em outro texto. 

Para fechar este depoimento, fico aqui a pensar sobre, talvez, o último lance político dos Barbosas em Santa Filomena do Maranhão com a renúncia do atual Prefeito Dr. Chico Barbosa e os bons resultados que este ato poderia trazer para a cidade denotando esperança e dias melhores para os pacatos cidadãos daquele rincão maranhense, mas só foi um pensamento a mais porque o substituto logo a seguir do prefeito que renunciou nada mais é que um dos seus irmãos oligarcas. Por isso e outras Santa Filomena do Maranhão ainda corre o risco de continuar em todos os atrasos que seu filhos mais diletos não desejam mais.

Emerson Araújo é professor e jornalista.