segunda-feira, 4 de abril de 2016

FILHO DE EDISON LOBÃO APARECE NA LISTA DE POLÍTICOS COM OFFSHORES

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O escritório panamenho Mossack Fonseca tem arquivos apontando que a entidade criou ou vendeu empresas offshore para políticos brasileiros e seus familiares. Há ligações com PMDB, PSDB, PDT, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB; entre outros, aparece o nome de Luciano Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA); o dono da Hytec adquiriu uma empresa offshore com a Mossack Fonseca em agosto de 2011; a VLF International Ltd teve como intermediário um escritório de advogados de Miami Beach, na Flórida (EUA)

Blog do Clodoaldo Corrêa - O escritório panamenho Mossack Fonseca tem arquivos apontando que a entidade criou ou vendeu empresas offshore para políticos brasileiros e seus familiares. Há ligações com PMDB, PSDB, PDT, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB. A lista foi divulgada no blog do Fernando Rodrigues (veja aqui).

Entre outros, aparece o nome de Luciano Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA). O dono da Hytec adquiriu uma empresa offshore com a Mossack Fonseca em agosto de 2011. A VLF International Ltd teve como intermediário um escritório de advogados de Miami Beach, na Flórida (EUA).

A offshore foi usada para comprar um apartamento por US$ 600 mil, em Miami Beach (EUA), no ano de 2013. Em 2014, o imóvel foi vendido por US$ 1,08 milhão. A mulher de Luciano Lobão, Vanessa Fassheber Lobão, também aparece como dona da VLF International.

Segundo a legislação brasileira, qualquer cidadão pode ter uma empresa num paraíso fiscal, mas a operação deve estar esteja registrada no Imposto de Renda do proprietário. Quando há envio de recursos para o exterior é obrigatório informar ao Banco Central sobre a operação, em casos que superem determinado valor.

Políticos e seus parentes utilizaram algumas das offshores para comprar bens e imóveis no exterior. Outras serviram para movimentar contas bancárias em países como a Suíça.

Outro lado

O filho de senador Edison Lobão disse ao site UOL que a VLF foi constituída para a compra de um imóvel. Segundo Luciano, a companhia foi declarada à Receita e devidamente tributada.

“Respondo à sua pergunta dizendo que sou proprietário da VLF, cuja finalidade foi a aquisição de um imóvel. Não há qualquer ilegalidade na constituição da empresa nem nesse procedimento. A VLF foi declarada em meu imposto de renda na abertura da empresa e assim permanece”, disse ele, em e-mail. “Não se trata, portanto, de sucessão como questionado pelo senhor ou instrumento para ter conta a fins de investimento financeiro ou reserva financeira”, conclui o email de Luciano.
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