quarta-feira, 27 de abril de 2016

PT pressiona Dilma a defender nova eleição já


KENNEDY ALENCAR 
SÃO PAULO

Cientes de que será inevitável a queda do poder, ministros petistas defendem que a presidente Dilma Rousseff abrace a tese de antecipar a eleição presidencial antes de ser afastada pelo Senado, votação prevista para 11 de maio. Se aprovada o afastamento, a notificação para deixar o poder por até 180 dias a fim de aguardar o julgamento do Senado aconteceria no dia 12 de maio.

É grande a pressão de ministros petistas e do partido da presidente. A ideia seria deixar em segundo plano a defesa do mandato e a luta contra o impeachment e passar a fazer abertamente uma campanha para que seja aprovada uma emenda constitucional que antecipe a eleição presidencial de 2018 para outubro deste ano, junto com as disputas municipais.

A pressão para que a presidente faça logo isso se deve ao diagnóstico de que a proposta teria mais credibilidade do que quando Dilma for afastada do poder. Havia ministros que defendiam que a presidente fizesse tal proposição antes da votação na Câmara, que muitos sabiam dias antes que já estava perdida.

Essa ideia tem complicadores. Precisaria ser aprovada pelo Congresso e há divergência sobre a constitucionalidade, mas ministros petistas acham que seria mais realista e melhor lutar por ela do que pela ilusão de barrar o impeachment.