quarta-feira, 11 de maio de 2016

Boulos: governo golpista não terá trégua!


Foto: Mídia NINJA

Boulos promete jornada a partir de quinta-feira contra governo golpista


Durante entrevista ao Jornal da Legalidade, da Frente Brasil Popular e a Rádio Linha Direta, desta terça-feira (10), o membro da coordenação nacional do MTST e da Frente de Resistência Urbana, o ‘Povo sem Medo’, que também é formado em filosofia pela USP, Guilherme Boulos, disse que o golpe não passa nas ruas. Segundo o dirigente, ataques aos direitos e ofensivas contra a democracia são golpes que geram instabilidade institucional terrível para o país. “Tanto a Frente Brasil Popular e o Movimento o povo Sem Medo, em demonstração que o golpe não passam nas ruas. Aqueles que acharam que eram que passariam no parlamento, que estavam certos para a vida dos golpistas, estão tendo cada vez mais ocasião para perceber que o buraco é mais em baixo, que o povo está mobilizado. A cara das ruas estão mudando, não só os movimentos sociais organizados, mas, nós boa parte precisa da população começa a ter claro esse golpe, um golpe contra a democracia, um golpe que gera instabilidade institucional terrível para o país e, mais do isso, promove um ataque brutal aos direitos sociais, por isso que a resistência contra golpe cresce”, frisou o líder.

Na entrevista ao ativista pelos direitos humanos Julian Rodrigues e Jordana Dias, do ‘Coletivo Arrua’, Boulos disse que a Frente de Resistência Urbana ‘Povo sem Medo’ e o MTST não darão trégua nem um minuto ao governo golpista. “Frente de Resistência Urbana, o ‘Povo sem Medo’ e o MTST, já se colocaram de forma clara no sentido de não reconhecer o governo que acende por uma via ilegítima, acende pela via do voto indireto, cassando a soberania do voto popular. Na verdade, pode ser tratar, a partir de quinta-feira, se o golpe for confirmado na quarta, um presidente biônico. Essa é nossa caracterização e nós paramos na rua. Teve um seminário nacional, com 13 estados brasileiros presente, no último sábado e tirou uma jornada, nos dias 12 e 13 de maio. Então, quinta e sexta desta semana, fazer uma jornada da Frente o ‘Povo sem Medo’, a primeira resposta já. Não tem trégua ao governo golpista”, afirmou.

Para Boulos, um ciclo da esquerda acabou e ela precisa pensar em renovação, não deve estar olhando com espelho retrovisor, ela deve está olhando para reconstrução, a partir de uma ampla mobilização. “A defesa dos direitos à cidade é o combate à especulação imobiliária, é o combate ao domínio das construtoras sobre os espaços públicos, sobre a política habitacional, sobre a política urbana em forma geral. Essa defesa dos direitos à cidade, ela demostram, expressa um limite de um projeto de conciliação, de um projeto de pacto social, no nosso entendimento, que se esgotou. Esse ciclo acabou, a esquerda brasileira, na sua renovação, não deve estar olhando com espelho retrovisor, ela deve estar olhando para reconstrução, a partir de uma ampla mobilização, a partir também de em projeto ousado de reformas populares que não foi feito nesses treze anos, que não foi feito nesse momento, um projeto de combate aos privilégios históricos da burguesia brasileira, o 1% que manda no país, através de reforma tributária, através de reforma urbana, a reforma agrária, radicalizando a democracia brasileira, democratizando o sistema político, as comunicações. Esse projeto que precisamos botar em pauta nesse momento, ele vai surgir das ruas e do enfrentamento”, analisou.

Ao final da conversa, ele falou ainda sobre a proposta que vem sendo debatida de se realizar novas eleições. Ele avalia que a proposta é importante e que o MTST tem pautado a sua ação baseada na construção da unidade da esquerda brasileira. “Não dá para esquerda ficar como viúva, choramingando, o que foi não apresentado, novas saídas. Nesse sentido, nós, pelo MTST e não pela Frente de Resistência Urbana, o ‘Povo sem Medo’, achamos sim que o tema de se chamar as eleições diretas é um tema que pode ter captaridade importante. O MTST não puxou isso por que tem trabalhado, tem pautado a sua ação baseado na construção na unidade da esquerda brasileira”, disse Boulos.