segunda-feira, 2 de maio de 2016

DILMA QUER ANTECIPAR ELEIÇÕES PARA OUTUBRO



Presidente Dilma Rousseff deve enviar até sexta-feira ao Congresso proposta de emenda constitucional que antecipa a eleição presidencial para o dia 2 de outubro; a ação ocorre a pouco mais de uma semana para a análise do processo de impeachment no Senado, que pode afastar a presidente por 180 dias; a ideia conta com o apoio de grande parte de seus ministros, como Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), além de senadores petistas; "As pesquisas dizem que a população quer novas eleições. Se isso tudo for verdadeiro, que deixemos o povo eleger presidente e vice numa grande concertação”, disse Paulo Paim; não há consenso dos movimentos sociais; já o vice Michel Temer é taxativo contra: “Seria fugir da responsabilidade. Essa, sim, é uma proposta golpista”

247 – A presidente Dilma Rousseff deve enviar até sexta-feira ao Congresso proposta de emenda constitucional que antecipa a eleição presidencial para o dia 2 de outubro. A ação ocorre a pouco mais de uma semana para a análise do processo de impeachment no Senado, que pode afastar a presidente por 180 dias.

Dilma e grande parte de seus ministros, como Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), defendem a ideia da eleição, mas não contam com o consenso dos movimentos sociais. O vice Michel Temer é taxativo contra: “Seria fugir da responsabilidade. Essa, sim, é uma proposta golpista”.

Parte do PT também se posicionou a favor da convocação das novas eleições, como o senador Paulo Paim (PT-RS), embora admita que não há na Câmara o número suficiente de votos para aprovar a proposta. “Diria que no PT cresce o apoio, porque eu e os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Lindbergh Farias (PT-RJ) estamos apoiando. As pesquisas dizem que a população quer novas eleições. Se isso tudo for verdadeiro, que deixemos o povo eleger presidente e vice numa grande concertação”, disse Paim, em entrevista ao Globo.

Segundo ele, não há 3/5 dos votos para a aprovar uma PEC, ou seja, 308 votos na Câmara e 49 votos no Senado, em duas votações em cada Casa. “Percebemos que o impeachment está caminhando e decidimos no meio do caminho encontrar uma alternativa. Claro que hoje não tem voto. Sabemos. Só é viável se houvesse um grande entendimento entre Executivo e Congresso”.