terça-feira, 10 de maio de 2016

DINO SOBRE MARANHÃO: DISCORDO, MAS RESPEITO



Apontado pela oposição como responsável pela decisão do presidente da Câmara em exercício, Waldir Maranhão (PP-MA), que ontem anulou o impeachment mas depois revogou sua própria decisão, o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB) se manifestou pelo Twitter: "Em face da decisão do Senado, Waldir Maranhão revogou sua decisão sobre o recurso da Advocacia Geral da União. Discordo, mas respeito. O deputado teve a coragem que poucos tiveram: votou NÃO ao golpe e tentou conter a marcha da insensatez. Tem o meu respeito. Muito difícil discordar e se manter firme diante dessa onda avassaladora e "consensual". Foi assim em 1964 e está sendo assim novamente", postou Dino; segundo ele, estamos diante de um absurdo político e juridico

247 - O governador do Maranhão, Flavio Dino, comentou a reviravolta sobre o processo de impeachment na Câmara. Pelo Twitter, ele declarou seu respeito ao presidente em exercício da Casa, Waldir Maranhão, que pediu a interrupção do processo, mas depois revogou sua decisão.

Leia a sequência de tweets de Dino sobre o assunto: 

"Em face da decisão do Senado, o dep Waldir Maranhão revogou sua decisão sobre o recurso da Advocacia Geral da União. Discordo, mas respeito.

O dep Waldir Maranhão teve a coragem que poucos tiveram: votou NÃO ao golpe e tentou conter a marcha da insensatez. Tem o meu respeito.

Muito difícil discordar e se manter firme diante dessa onda avassaladora e "consensual". Foi assim em 1964 e está sendo assim novamente.

Orgulho-me de defender a Constituição, a Democracia e o Estado de Direito, princípios que estão muito acima de conjunturas dificeis.

Lembro-me sempre do deputado Tancredo Neves se opondo a Auro Moura Andrade em noite tenebrosa e "consensual" no Congresso em abril de 1964.

Parabenizo o grande jurista José Eduardo Cardoso, irreparável na defesa competente e séria do mandato constitucional da presidenta Dilma.

E segue a luta em defesa do mais longo ciclo democrático da vida institucional brasileira. Estamos diante de um absurdo político e juridico.

Além das manifestações de juristas do Brasil, chamo atenção à posição do secretário geral da OEA e do presidente da Corte Interamericana".