quinta-feira, 12 de maio de 2016

Golpistas do Maranhão: Oligarquia Sarney volta a ser oxigenada politicamente para 2018




Por Emerson Araújo/Jornalista

Com o "impedimento" da Presidenta Dilma Rousseff votado pelo Senado na madrugada desta quinta-feira(12) e guardada as devidas proporções e reações pós ato de destituição da mandatária brasileira alguns alertas no contexto eleitoral para 2018 já se vislumbram nos Estados. E um deles é o Maranhão.

O Maranhão sempre esteve a frente dos principais embates políticos nacionais  ao longo das décadas e não foi diferente, agora, com o processo de "impedimento" de Dilma Rousseff concretizado de maneira arbitrária na madrugada desta quinta(12) pelo Senado Federal, seja pela atuação da maioria dos deputados federais , seja pelo discurso debochado do Senador Roberto Rocha(PSB) ao proferir o voto na tribuna, abrindo uma oposição declarada ao Governador Flávio Dino que sempre se portou pela legalidade democrática e pela continuidade do mandato da presidenta durante este processo todo, diga-se de passagem.

Segundo uma fonte bem informada de Brasília que transita pelos gabinetes políticos maranhenses na capital do país, o discurso de Roberto Rocha na madrugada, desta quinta-feira(12),  debochando de Waldir Maranhão  e por conseguinte do Governador Dino não foi a toa, esta mesma fonte confirmou ao Blog Bate Tuntum, ainda, que desde o início de 2015 há um movimento político em torno de uma parte da bancada federal do Maranhão, girando entre os sarneyistas do Governo Dino(Roberto Rocha, Elizane Gama, João Castelo e José Reinaldo Tavares)  e os chamados sarneysistas primitivos com foco nas eleições estaduais de 2018, sem contar, também, com a anuência do atual Vice-Governador Carlos Brandão que tem recebido prefeitos municipais e prometido aos gestores benesses no novo Governo Temer via PSDB. A fonte foi enfática ao confirmar que nas reuniões do "blocão sarneysista" em Brasília regada a uísque e a canapés diversificados o assunto é o Governo Flávio Dino e a sua incapacidade de fazer "política"  seguindo os moldes anteriores do "toma lá, dá cá" e algumas ações administrativas que não tem chegado aos municípios maranhenses com a rapidez prometida, segundo eles. Tudo previsível no "blocão sarneysista" configurado nas traições recentes de José Reinaldo Tavares(17/04) e Roberto Rocha(12/05)   e servindo de alerta  de como ainda se faz conchavos eleitoreiros  no Maranhão e fora dele.

Não restam dúvidas mais de que há um movimento "político" no Maranhão  para derrubar Flávio Dino de uma possível reeleição em 2018 que parte de dentro do Palácio dos Leões, também,  numa ramificação poderosa deste intento cotidianamente, basta lembrar que o Sr. Marcelo Tavares o articulador político do governador com trânsito direto com os prefeitos municipais é sobrinho de Zé Reinaldo Tavares,  um dos averbadores do golpe contra Dilma Rousseff  e oxigenador-mor do blocão sarneysista que quer retornar ao comando do Estado. A condução dos "Tavares" e agregados aos postos chaves da articulação política do Governo do Maranhão hoje deve servir de preocupação/alerta constante para os auxiliares mais próximos de Flávio Dino nos próximos meses, principalmente com o advento das eleições de outubro e o que nascerá dela com o fulcro em 2018, só assim se provará a veracidade da fonte de Brasília e a movimentação dos sarneysistas ou não na tentativa de voltarem ao poder.