quinta-feira, 12 de maio de 2016

JOAQUIM BARBSOSA DIZ QUE TEMER É ILEGÍTIMO E PEDE NOVAS ELEIÇÕES



Em palestra proferida em São Paulo, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal disse ser "muito grave tirar a presidente do cargo e colocar em seu lugar alguém que é seu adversário oculto ou ostensivo, alguém que perdeu uma eleição presidencial ou alguém que sequer um dia teria o sonho de disputar uma eleição para presidente"; "Anotem: o Brasil terá de conviver por mais 2 anos com essa anomalia", destacou, acrescentando que a solução para isso seria a convocação de novas eleições; apesar de feito críticas ao governo Dilma, ele condenou o processo de impeachment; "Tenho sérias duvidas quanto à integridade e à adequação desse processo pelo motivo que foi escolhido"

247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou nesta quinta-feira 12, diz em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada por até 180 dias até que seja julgado seu processo de impeachment, que o vice Michel Temer não tem legitimidade para governar o Brasil, de acordo com reportagem de André Ítalo Rocha, do O Estado de S. Paulo.

"É muito grave tirar a presidente do cargo e colocar em seu lugar alguém que é seu adversário oculto ou ostensivo, alguém que perdeu uma eleição presidencial ou alguém que sequer um dia teria o sonho de disputar uma eleição para presidente. Anotem: o Brasil terá de conviver por mais 2 anos com essa anomalia", destacou, em palestra proferida em São Paulo.

Para Barbosa, a solução contra essa anomalia seria a convocação de novas eleições. "Eliminaria toda essa anomalia e o mal estar com o qual seremos obrigados a conviver nos próximos dois anos", opinou. Apesar de feito críticas ao governo Dilma, ele condenou o processo de impeachment. "Tenho sérias duvidas quanto à integridade e à adequação desse processo pelo motivo que foi escolhido".

JB reconheceu que, "do ponto de vista puramente jurídico", o processo pode ser justificado, mas disse ter "dúvidas muito sinceras" quanto à sua "justeza e ao acerto político que foi tomado para essa decisão". "O impeachment é a punição máxima a um presidente que cometeu um deslize funcional gravíssimo. Trata-se de um mecanismo extremo, traumático, que pode abalar o sistema político como um todo, pode provocar ódio e rancores e tornar a população ainda mais refratária ao próprio sistema político", afirmou.