terça-feira, 14 de junho de 2016

AMEAÇA DE CUNHA DEIXA EM ALERTA QUATRO DEPUTADOS MARANHENSES


A ameaça de Eduardo Cunha (PMDB) ao presidente interino Michel Temer (PMDB), que prometeu se não for salvo leva com ele para o fundo do poço 150 deputados federais, um senador e um ministro próximo ao interino, deixou em alerta os deputados federais do Maranhão: Alberto Filho (PMDB), Hildo Rocha (PMDB), Waldir Maranhão (PP) e André Fufuca (PP); os quatro são parceiros de Cunha desde que ele foi eleito à presidência da Câmara e continuam agindo em favor do deputado afastado

Blog Marrapá - A ameaça de Eduardo Cunha (PMDB) ao presidente interino Michel Temer (PMDB), que prometeu se não for salvo leva com ele para o fundo do poço 150 deputados federais, um senador e um ministro próximo ao interino, deixou em alerta os deputados federais do Maranhão: Alberto Filho (PMDB), Hildo Rocha (PMDB), Waldir Maranhão (PP) e André Fufuca (PP).

Os quatro são parceiros de Eduardo desde que ele foi eleito à presidência da Câmara e continuam agindo em favor do deputado afastado. Waldir Maranhão, desde que assumiu de forma interina o comando do Câmara, tem agido de acordo com os interesses de Cunha como um mero fantoche. Fufuca o chama de “papi” tamanha a devoção. O deputado “emo” chegou a comparar a situação de Cunha a de Tiradentes para explicar o quanto ele estava sendo injustiçado e tem atuado a favor do peemedebista na Comissão de Ética.

Hildo Rocha foi classificado como “pitbull” de Eduardo Cunha, que atua para garantir os interesses do deputado afastado, como a celeridade no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). Alberto Filho deixou claro que é contra a cassação de Cunha. O problema é que muitos mais que parceiros, o que pode estar em jogo é a cumplicidade, e os parlamentares já calculam o peso da vingança de Eduardo.

O peemedebista acusou o Palácio do Planalto de se articular com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para incrimina-lo na Operação Lava Jato. Ele não apenas rompeu com o PT como aceitou o pedido de impeachment de Dilma e articulou seu afastamento.

Nos bastidores do Congresso Nacional dizem que Cunha é um político de negócios, operador de muitas articulações, inclusive financeiras. Quando assumiu a Casa Parlamentar criou um governo paralelo, com independência ao Planalto e atraiu, além da maior bancada das grandes legendas, partidos conservadores e do baixo clero. Montou um esquema de proteção com dinheiro, cargos e vagas em comissão.

Agora mais de 1/5 dos parlamentes estão em suas mãos. Possivelmente até os aliados maranhenses.