terça-feira, 7 de junho de 2016

Como votar o impeachment com seus comandantes à boca da prisão?


Por Fernando Brito/Tijolaço

O título aí de cima é um lamento contra o acordo ortográfico.

Se eu ainda pudesse escrever co-mandante daria melhor ideia do que digo.

Afinal, são todos mandantes de um crime contra a democracia e o direito de voto do povo brasileiro.

Quem é que pode dizer que “as instituições estão funcionando”?

Com o presidente do Senado, o presidente da Câmara, o ex-ministro de Temer e um ex-Presidente da República com a prisão preventiva pedida.

Todos: Renan, Cunha, Jucá e Sarney, este com o detalhe sórdido de, pela idade, propor-se o uso de uma tornozeleira eletrônica.

E todos lá, na base do Vossa Excelência para cá e para lá?

O que restava de dúvidas no mundo sobre a existência de um golpe de Estado no Brasil vai desmoronar hoje e amanhã nos sites e jornais do mundo inteiro.

Alguém acha que um país do tamanho do Brasil pode ser aceito em alguma parte do mundo om toda a cúpula do Legislativo com a prisão pedida?

E o Dr. Teori, com aquela cara séria, vai dizer: em setembro eu decido?

No linguajar “cult” de Jucá, vão deixar “essa porra” seguir, como se nada estivesse acontecendo?

O presidente do Supremo vai sentar ao lado de Renan e presidir a execução da presidenta eleita?

O Renan vai comandar a votação do reajuste dos ministros, que agora, dizem, já não merece a salva de palmas do beneficiário da usurpação?

Já era uma esculhambação, agora virou uma comédia pastelão.