terça-feira, 21 de junho de 2016

DINO: “CALAMIDADE DO RIO NÃO É MAIOR DO QUE 50 ANOS DE SARNEY NO MARANHÃO”


O governador do Maranhão, Flavio Dino, entrou na reunião dos governadores com o presidente interino Michel temer, no Palácio do Planalto, e disse não ver motivo para o Rio de Janeiro ser privilegiado na renegociação das dívidas dos estados; o Rio vai receber um socorrer de R$ 3 bilhões; “A calamidade pública no Rio de Janeiro não é maior do que a que vivemos no Maranhão depois de 50 anos sob administração do Sarney”, afirmou

Maranhão 247 - O governador do Maranhão, Flavio Dino, entrou na reunião dos governadores com o presidente interino Michel temer, no Palácio do Planalto, e disse não ver motivo para o Rio de Janeiro ser privilegiado na renegociação das dívidas dos estados. O Rio vai receber um socorrer de R$ 3 bilhões, que, segundo 

“A calamidade pública no Rio de Janeiro não é maior do que a que vivemos no Maranhão depois de 50 anos sob administração do Sarney”, afirmou Dino, em referência ao ex-presidente da República, ex-governador do Estado e ex-senador José Sarney, cuja família dominou a administração local há décadas.

Temer anunciou, nessa segunda-feira (20), que o governo federal concordou em alongar as dívidas estaduais com a União por mais 20 anos e em suspender até o fim de 2016 o pagamento das parcelas mensais de dívidas dos estados com a União. A cobrança das parcelas mensais, de acordo com o presidente, voltará a partir de janeiro de 2017, mas com desconto. O valor das parcelas aumentará gradualmente por um período de 18 meses.

Principais pontos do acordo:

– Alongamento do prazo das dívidas dos estados com a União por mais 20 anos;

– Suspensão do pagamento das parcelas mensais da dívida até o fim de 2016;

– Alongamento por 10 anos, com 4 anos de carência, de cinco linhas de crédito do BNDES;

– Cobrança a partir de janeiro de 2017 de 5,55% do valor total da parcela, com aumento gradual de 5,55 pontos percentuais por 18 meses, até atingir em 100% o valor da parcela original;
– Pagamento da parcela cheia pelos estados a partir de meados de 2018;

– Inclusão dos estados na proposta enviada pelo governo ao Congresso sobre teto dos gastos públicos.

Calamidade do MA

No longo tempo de governo Roseana Sarney, filha de José Sarney, ela deixou 2 milhões de maranhenses abaixo da linha de miséria (renda per capita de R$ 70 por mês); 64% da população passando fome; as três piores cidades em renda per capita – das 100 cidades com pior IDH, 20 são do Maranhão; 6,5% dos municípios maranhenses com rede de esgoto; e dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez situados no Maranhão (é o estado brasileiro com maior percentual de miseráveis).

O Maranhão tinha, em 2012, governado por Roseana Sarney, a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever e altas taxas de mortalidade infantil. Naquele mesmo ano, o estado tinha a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever.

Até 2014, o estado possuía a segunda pior taxa de mortalidade infantil do país, apenas atrás de Amapá (onde, aliás, Sarney era senador), com 23,5 crianças com menos de um ano mortas para cada mil nascidas vivas. A média nacional é de 14,4 para 1000. A menor taxa está no Espírito Santo (9,6/1000).

Em 2015, a renda per capita média do brasileiro chegou a R$ 1113,00, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. Enquanto o Distrito Federal ficou em primeiro, com R$ 2.252,00, o Maranhão do “perplexo, indignado e revoltado José Sarney” amargou o último lugar, com R$ 509,00.

Dos quase 7 milhões de maranhenses, existem mais de 4 milhões sobrevivendo na base do Bolsa Família. Dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez estão no Maranhão. Apenas 6% da população do MA estão em cursos de graduação, mestrado e doutorado.

Até o governo de Roseana Sarney, o Maranhão tinha 64% da população passando fome, 19% de analfabetos, a mortalidade infantil afetando 39 bebês em cada 1000 nascimentos e apenas 7,8% dos domicílios com computador.

*Com informações do Blog do John Cutrim