quarta-feira, 15 de junho de 2016

Janot acusa Temer de dar cargos ao PSDB e montar ministério para barrar Lava Jato




Por Fernando Brito/Tijolaço

Como se disse antes, não foi preciso esperar muito tempo.

A revelação do pedido de Rodrigo Janot pela prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney joga lama sobre Michel Temer.

O Procurador Geral de República acusa que além da ” distribuição de cargos ao PSDB pelo presidente interino Michel Temer” integrar um plano para encerrar a Lava Jato, o plano se completava com a montagem do ministério Temer com o próprio Jucá, o filho de Sarney, Fernando, e Fabiano Silveira – o já decaído Ministro da Transparência.

Janot chega a chamar o esquema de “Solução Temer”, que tinha o objetivo de “construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa”: a proibição de acordos de colaboração premiada com investigados ou réus presos; a proibição de execução provisória da sentença penal e a alteração do regramento dos acordos de leniência.

O que Janot denuncia não pode ser definido por outra palavra senão conspiração, segundo a Folha.

“O que está por trás da trama criminosa – com a fantasia mambembe de processo legislativo – voltada para engessar o regime jurídico da colaboração premiada é apenas o interesse de parcela da classe política, que se encontra enredada na Operação Lava Jato, em especial os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney, em evitar acordos dessa estirpe que revelem a corrupção endêmica em que incorrem continuadamente por anos e anos a fio (que admitem e comentam sem reservas nas conversas gravadas)”, afirmou Janot.

E os que participam dela não merecem outra qualificação que não a de quadrilha.

Ou o Ministério Público está louco ou o Judiciário, diante do que ele diz, é cúmplice desta quadrilha.