quinta-feira, 16 de junho de 2016

‘SARNEY RECEBEU PROPINA DE R$ 16 MILHÕES EM DINHEIRO’

Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu propina de contratos da Transpetro durante nove anos, no valor de R$ 18,5 milhões; desse montante, R$ 16 milhões foram recebidos em espécie; o dinheiro está inserido na propina total repassada pela Transpetro ao PMDB, que somou mais de R$ 100 milhões ao longo dos anos Depois de afirmar que conheceu Sarney nos anos 80, Machado informou que, começo de 2006, o ex-senador o procurou reclamando de “dificuldades para manter sua base política no Amapá e no Maranhão”

Maranhão 247 - Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu propina de contratos da Transpetro durante nove anos, no valor de R$ 18,5 milhões. Desse montante, R$ 16 milhões foram recebidos em espécie. O dinheiro está inserido na propina total repassada pela Transpetro ao PMDB, que somou mais de R$ 100 milhões ao longo dos anos.

Depois de afirmar que conheceu Sarney nos anos 80, Machado informou que, começo de 2006, o ex-senador o procurou reclamando de “dificuldades para manter sua base política no Amapá e no Maranhão”. O pedido foi de ajuda financeira para contornar o problema. “O contexto evidenciava que Sarney esperava que o depoente, na qualidade de dirigente de empresa estatal, solicitasse propinas de empresas que tinham contratos com a Transpetro e as repassasse”, diz a delação.

Ainda de acordo com o Machado, “durante a gestão do depoente na Transpetro, foram repassados ao PMDB, segundo se recorda, pouco mais de R$ 100 milhões de reais, cuja origem eram propinas pagas por empresas contratadas; que, desse valor, R$ 18.500.000,00 foram repassados a Sarney”, disse Machado.

O delator afirmou que, do dinheiro pago ao ex-senador, R$ 2,25 milhão eram doações oficiais de empreiteiras. A Camargo Corrêa contribuiu com R$ 1,250 milhão em três doações efetuadas entre 2010 e 2012, e a Queiroz Galvão, com R$ 1 milhão.

Segundo Machado, as doações em geral eram feitas ao Diretório Nacional PMDB e ao diretório do partido no Maranhão. Algumas vezes, o dinheiro era encaminhado a Sarney por meio de outro partido. Os demais valores foram pagos em espécie.