sexta-feira, 17 de junho de 2016

Vem mais por aí. A máquina de moer a política não vai parar


Por Fernando Brito/Tijolaço

Dificilmente entraremos na próxima semana sem novas revelações estarrecedoras sobre os esquemas envolvendo as delações de Sérgio Machado.

Há muitas pontas que foram puxadas e o clima de animosidade entre Renan Calheiros e Rodrigo Janot é um convite para vazamentos e inconfidências.

O que não falta ao governo são conflitos intestinos a resolver, a começar da mega-bomba Eduardo Cunha.

40 anos de política e jornalismo me ensinaram que essa máquina, quando começa a moer gente graúda, não para.

Principalmente porque a denúncia de corrupção se tornou o primeiro e mais importante instrumento da disputa política.

A Folha, hoje, já levanta que “Temer pode aparecer também em delação da Odebrecht” e que a delação de Machado criou contradições no acordo de leniência da Camargo Correia.

O Globo, que a queda de Henrique Eduardo Alves não se deu pela delação de Machado, mas por outras que estão por surgir.

Não passam R$ 100 milhões pela cúpula de um partido político como o PMDB sem que todos eles fiquem sabendo, já que aquilo é quase uma federação de interesses e negócios.

A coisa mal começou.