segunda-feira, 4 de julho de 2016

‘É PRECISO BAIXAR A SELIC PARA REVERTER A RECESSÃO BRUTAL’, DIZ FLÁVIO DINO


Governador do Maranhão defendeu a redução da taxa básica de juros, atualmente em 14,25% ao ano, após a mercado reduzir a projeção da inflação, que passou de de 7,29% para 7,27%; "Passou da hora de iniciar redução da taxa de juros para reverter recessão brutal no país. Espero que isso ocorra", disse Flávio Dino (PCdoB)

247, com Agência Brasil - O governador do Maranhão, Flávio Dino, afirmou no Twitter que é preciso reduzir da taxa de juros para a economia brasileira voltar a crescer. "Passou da hora de iniciar redução da taxa de juros para reverter recessão brutal no país. Espero que isso ocorra", disse. 

Dino defendeu sua posição após a mercado reduzir a projeção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de de 7,29% para 7,27%.

Uma das formas de baixar os preços é aumentar a taxa básica de juros, a Selic, pois contém a demanda aquecida. Os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

Para 2017, a projeção a inflação também caiu: de 5,50% para 5,43%. As estimativas fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano. A expectativa das instituições financeiras para a taxa ao final de 2016 segue em 13,25% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica permanece em 11% ao ano.

A estimativa de instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi altera de 3,44% para 3,35%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento é mantida em 1%, há três semanas. A projeção para a cotação do dólar foi alterada de R$ 3,60 para R$ 3,46, ao final de 2016, e de R$ 3,80 para R$ 3,70, no fim de 2017.