segunda-feira, 31 de outubro de 2016

"A esquerda deve olhar menos para trás e mais para frente" diz Flávio Dino ao analisar o resultado eleitoral do 2º turno das eleições municipais no país


O Governador do Maranhão, Flávio Dino(PCdoB), fez uma análise do resultado das eleições municipais do 2º turno realizadas, neste domingo(30), na sua conta do facebook, na manhã desta segunda-feira(31), onde reconhece que o partido vitorioso foi o da "antipolítica" representado por candidatos esquisitos e pela abstenção alta em alguns colégios eleitorais. Dino, na sua análise, chama atenção, também, que a guinada a direita do eleitorado do país é momentânea e que isso aconteceu pela profunda crise econômica que tirou milhares de emprego e a perspectiva de progresso social.

No campo da esquerda, o Governador do Maranhão, propõe a criação de uma frente ampla sem que esta olhe para o passado e sim para o futuro com o objetivo de oferecer ao eleitor da periferia esperança de dias melhores. Flávio Dino, também, negou no facebook que o PT está acabado e reclama do fatiamento da esquerda. Veja a análise abaixo de Flávio Dino no facebook:


"Análise de resultados nas maiores cidades do Brasil mostra o colapso do sistema partidário que dominou a "Nova República". Mais uma vez o partido vitorioso foi o da "antipolítica", representada por candidatos esquisitos e pelo absenteísmo bastante expressivo.

A guinada do eleitorado mais para a direita derivou da profunda crise econômica, que dizimou empregos e a perspectiva de progresso social. Não teremos no Brasil, contudo, uma "onda conservadora" duradoura. Por várias razões. Uma delas que isso fortaleceria a desigualdade, já absurda.

O discurso do "fim do PT" é mais torcida ou ódio do que realidade. Partido teve importante derrota. Mas continua a ser muito expressivo.

Emerge das urnas uma esquerda mais plural e multifacetada. Isso é positivo pois impele ao diálogo, e não a exclusivismos. Esquerda deve fazer rápido duas revisões: uma programática e outra orgânica. Desenvolvimento e direitos devem ser os eixos de novo Programa.

A esquerda deve olhar menos para trás e mais para frente. Novo programa sustentado por uma frente ampla. Penso ser esse o caminho. Frente ampla em que volte a atrair a atenção do "eleitor médio", que rapidamente vai se desiludir com certas coisas esquisitas."