sábado, 8 de outubro de 2016

DELATOR DA GUTIERREZ DIZ QUE PAGOU MAIS DE R$ 5 MI A LOBÃO

Ligado à Andrade Gutierrez, o empreiteiro Flávia Barra, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral que repassou propina de R$ 5,6 milhões ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, sobre as obras da Usina de Angra 3 e da Usina de Belo Monte; o executivo prestou depoimento em setembro na investigação judicial eleitoral aberta contra a chapa presidencial Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014; Barra declarou que entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em propina foram repassados ao peemedebista por Angra 3 e R$ 600 mil por Belo Monte

Maranhão 247 - Ligado à Andrade Gutierrez, o empreiteiro Flávia Barra, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que repassou propina de R$ 5,6 milhões ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia do governo de Dilma Rousseff, sobre as obras da Usina de Angra 3 e da Usina de Belo Monte.

O executivo prestou depoimento em setembro na investigação judicial eleitoral aberta contra a chapa presidencial encabeçada por Dilma Rousseff (PT) e por seu vice Michel Temer (PMDB).

Barra declarou que entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em propina foram repassados ao peemedebista por Angra 3 e R$ 600 mil por Belo Monte.
Ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia e delator da Operação Lava Jato, Barra declarou que deixou R$ 600 mil, em espécie, na casa de um filho do senador peemedebista, que identificou como Márcio Lobão.

Frente o corregedor-geral Eleitoral Herman Benjamin – também ministro do Superior Tribunal de Justiça – e o juiz auxiliar Bruno Cesar Lorencini, o empreiteiro declarou que a propina em Belo Monte era de 0,5% para o PT e 0,5% para o PMDB – porcentual sobre o valor do contrato.

O delator da Lava Jato foi questionado pelo juiz auxiliar se houve 'pagamento por fora' em Belo Monte.

"Não, não. Houve um único pagamento, eu menciono isso nos meus depoimentos, que na época não era um ano eleitoral, nós não podíamos fazer, enfim, um valor de R$ 600 mil, se não me engano, que foi entregue ao ministro Lobão. Mas foi a exceção. Não existiam outros pagamentos. Eram sempre nos períodos eleitorais, destinados aos partidos", afirmou.
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