sábado, 28 de janeiro de 2017

Quinta Coluna, por Pastor Ariovaldo Ramos

O que o termo quinta-coluna tem a ver com golpe de Estado em curso no Brasil? A julgar pela entrevista de Assange ao Nocaute, sobre as visitas do promovido pelo golpe a uma embaixada estrangeira, é possível que o termo tenha tudo a ver.


Quinta-coluna é um termo que designa traição, sua origem remonta à Guerra Civil Espanhola de 1936 a 1939, não se sabe ao certo quem cunhou, general Francisco Franco ou o General Queipo Llano ou o General José Enrique Varela; de qualquer forma o termo descrevia o grupo de pessoas que, em Madrid, parecia defender a República, mas que, na verdade, estava ao lado dos fascistas liderados pelo general Franco, logo, eram traidores da República, pois, foram considerados como a quinta coluna do exército fascista que marchava contra a capital de Espanha.

O que o termo quinta-coluna tem a ver com golpe de Estado em curso no Brasil?

A julgar pela entrevista de Assange ao Nocaute, sobre as visitas do promovido pelo golpe a uma embaixada estrangeira, é possível que o termo tenha tudo a ver, isto é, que o golpe seja, portanto, uma invasão orquestrada a partir de interesses estrangeiros, portanto, um ato de guerra.

O desmonte da Petrobras e do programa de proteção ao pré-sal, assim como o desmonte do Estado social e previdenciário do país, além do desmonte da economia e de alguns setores do parque industrial brasileiro, parece corroborar com a hipótese.

Por falar em desmonte, as recentes medidas tomadas pelo pretenso Ministério da Justiça, em relação à questão indígena, que não só afetam as regras da demarcação das terras indígenas, como aumentam, consideravelmente, a influência do Ministério nas decisões, o que pode fragilizar a Funai no cumprimento de sua missão, é um verdadeiro desmonte da política indigenista brasileira. Medida, essa, que, inclusive, pode ser considerada uma vitória ruralista.

Por falar em Funai, o dentista, especialista em saúde indígena, Antônio Fernandes Toninho Costa foi nomeado presidente da Funai, acontece que Antônio Fernandes é pastor evangélico, como eu, e, embora, eu seja totalmente a favor da pregação religiosa a qualquer ser humano, considero que, apesar de sua capacidade técnica, a nomeação de um religioso militante para coordenar uma área de absoluta influencia do estado, onde religião é uma questão importante e polêmica na pauta, isto é, na questão da preservação dos povos tradicionais, não me parece uma decisão que possa ser considerada como legitimamente republicana.

Fica a minha esperança de que o doutor Antonio se conduza sempre republicanamente.

Bem, os fascistas tomaram a Espanha, mas, Pablo Picasso com o seu quadro Güernica não nos deixou esquecer o horror que foi aquela guerra civil, retratando o bombardeio levado a efeito pelos nazistas, em 1937, na cidade homônima, em apoio ao general Franco… Espero que não precisemos de um quadro chamado Brasília.

Nossas orações pela saúde de Dona Marisa; nossa solidariedade ao companheiro Lula!

Nosso luto vem do verbo lutar!

Do Blog Nocaute