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segunda-feira, 27 de março de 2017

ATITUDE DE MORO FOI ARBITRÁRIA, DIZ PRESIDENTE DA FENAJ SOBRE PRISÃO DE BLOGUEIRO


“Entendemos que a decisão do juiz Sérgio Moro foi arbitrária e caracteriza um precedente gravíssimo em relação ao direito constitucional do sigilo da fonte. O juiz Sérgio Moro teve a infelicidade de justificar sua ação alegando que o blogueiro Eduardo Guimarães não era jornalista”, afirmou a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga, entrevista ao Diário de Goiás; além disso, a presidente destacou que é preciso observar que apesar de Eduardo Guimarães não ser de fato jornalista, com a popularização da internet, fazer comunicação deixou de ser algo exclusivamente de jornalistas e radialistas

Thaís Dutra, do Diário de Goiás - “Entendemos que a decisão do juiz Sérgio Moro foi arbitrária e caracteriza um precedente gravíssimo em relação ao direito constitucional do sigilo da fonte. O juiz Sérgio Moro teve a infelicidade de justificar sua ação alegando que o blogueiro Eduardo Guimarães não era jornalista”, afirmou a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga.

Em entrevista ao Diário de Goiás nesta segunda-feira (27), a presidente falou sobre a manifestação da Federação e dos Sindicatos de Jornalistas em repúdio à condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, na última terça-feira (21), decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.

Para Maria José Braga, a ação de Moro não foi motivada por princípios jurídicos. “Profissionais tiveram seus sigilos telefônicos quebrados a partir de uma suposição ideológica. ‘Eles curtem determinados blogs, têm posicionamentos de esquerda, por isso será quebrado o sigilo’. Isso realmente caracteriza uma atitude excepcional que só ocorre em Estado de exceção, quando os princípios jurídicos não estão sendo observados”, ressaltou.

Além disso, a presidente destacou que é preciso observar que apesar de Eduardo Guimarães não ser de fato jornalista, com a popularização da internet, fazer comunicação deixou de ser algo exclusivamente de jornalistas e radialistas.

“Temos uma nova realidade, instituída depois da Constituição de 1988, quando esse texto que garante o sigilo da fonte no exercício profissional foi colocado que vamos ter que avaliar. Existem profissionais da Comunicação atuando estritamente em blogs. Claro que quando é jornalista, não tem polêmica, mas quando não é jornalista, vamos ter que estabelecer essa polêmica e esse diálogo com os legisladores, com o Judiciário e a própria sociedade brasileira”, concluiu.
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