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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Lula: me acusar é condição para ter benefício da delação

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Tijolaço - Os advogados do ex-presidente Lula, tal como fez Dilma Rousseff, distribuíram nota á imprensa dizendo que João Santana e Monica Moura fizeram, em seus acordos de delação premiada, menções – desacompanhadas de provas – de que eles “sabiam” de irregularidades no pagamento ao marqueteiro.

Nessa montanha de papéis que se ergueu contra ambos, falta, até agora, uma mísera prova, algo que até seus mais ferrenhos adversários, como o notório Reinaldo Azevedo reconhece hoje na Folha que não se conseguiu produzir uma prova objetiva.

E é isso o que vale num processo criminal, não “convicções”, que cada um as tem com quer. 

Leia a nota:

O ex-presidente Lula nunca tratou direta ou indiretamente do financiamento das campanhas eleitorais em que foi candidato ou apoiador.

Lula sempre considerou este assunto de competência dos tesoureiros do partido e das campanhas, que prestam contas à Justiça Eleitoral.

São mentirosas, portanto, as afirmações atribuídas ao Sr. João Santana e à Sra. Monica Moura, claramente vinculadas à negociação de benefícios penais na Operação Lava Jato.
Hoje está muito claro que citar o nome de Lula tornou-se condição obrigatória para que réus e até condenados obtenham os favores na promotoria no âmbito da Operação Lava Jato. Há pedido formal de investigação protocolado na Procuradoria Geral da República com base em denúncia veiculada por órgãos de imprensa.

Nenhum dos delatores, no entanto, apresentou qualquer prova das menções feitas a Lula. Todas as menções se referem a supostas conversas com terceiras pessoas, ao ouvir dizer ou a conclusões subjetivas.

Uma ação penal se decide na base de provas. E provas contra Lula não há, porque ele sempre atuou dentro da lei.

Dilma, por sua vez, recusou a ideia de que procurasse interferir nas investigações e lembrou que, ao contrário, eram os integrantes do atual Governo, como seu líder no Senado, Romero Jucá, que pretendiam isso, até mesmo com o impeachment, para “estancar esta sangria” da lava Jato.

Em nota, ela considera espantosa e patética “a versão de que por meio de uma suposta “mensagem enigmática” (estranhamente copiada em um computador pessoal), conforme a fantasia dos delatores, a presidenta eleita tivesse tentado “avisá-los” de uma possível prisão. (…) Naquela ocasião, já era notório, a partir de informações divulgadas pela imprensa, que isso poderia ocorrer a qualquer momento”.

A presidenta eleita chamou de “inverossímil” a notícia de que “teria recomendado que os delatores ficassem no exterior, uma vez que todos sabem que mandados de prisão expedidos no Brasil podem rapidamente ser cumpridos em países estrangeiros”. Aliás, se fosse simples assim, teríamos um êxodo para o exterior de muita “gente boa”…
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