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segunda-feira, 3 de julho de 2017

CAI A PINGUELA: APENAS 45 DEPUTADOS APOIAM TEMER

Lula Marques/Agência PT


ALEX SOLNIK/br 247

A pesquisa da Folha com todos os 513 deputados federais publicada hoje mostra que Temer precisa colocar as barbas de molho e trabalhar duro para reverter o placar adverso que está amargando hoje: ele tem apoio de apenas 23% da bancada do PMDB e 8,6% do PSDB, seus principais sustentáculos, na denúncia de corrupção passiva que pode despejá-lo do Jaburu; seus apoiadores convictos, no conjunto de todas as bancadas (45) perdem de goleada para os convictos do lado contrário (130) e o grupo de deputados que o apoiam está em último lugar dentre as cinco opções apresentadas: 1) a favor da denúncia contra Temer; 2) contra a denúncia; 3) não sabem; 4) não vão se pronunciar e 5) não responderam.

Dentre os 63 deputados do PMDB, 25 “não responderam”; 17 “não sabem” (inclusive, surpreendentemente, Jarbas Vasconcelos); 15 são “contra a denúncia”; dois “não vão se pronunciar e ninguém é “a favor da denúncia”.

No PSDB, a situação é ainda pior. Dos 46 deputados, 13 "não responderam"; 12 "não sabem"; 8 são "a favor da denúncia"; 8 "não vão se pronunciar" e 5 são "contra a denúncia".

Tiririca (PR) está no time dos 130 que querem investigar Temer; Maluf (PP) e Bolsonaro (PSC), “não vão se pronunciar”.

Apenas os que se declararam decididamente contra ou a favor não podem mudar de opinião, sob risco de decepcionarem seus eleitores. Os demais podem futuramente entrar no time pró ou contra Temer;

No placar geral deu em primeiro lugar “não responderam” (168); em segundo, “a favor da denúncia” (130), em terceiro, “não sabem” (112, em quarto “não vão se pronunciar” (57) e na lanterninha “contra a denúncia” (45).

Deve ser em homenagem aos tucanos.

É óbvio que os “não sabem”, “não vão se pronunciar” e “não responderam” que formam o grupo majoritário (337) podem, na hora H, tanto migrar para um lado ou outro e mudar, ou não, o placar atual.

Mas o mínimo que se constata é que não há dessa vez a favor de Temer a mesma união que a verificada contra Dilma no ano passado.

Prevalece, entre os aliados, o medo da retaliação eleitoral e o pavor de ser acusado de ilícito quem votar com o governo e uma certa prudência.

Muitos esperam a melhor hora de pular fora antes que a pinguela caia.
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