quinta-feira, 24 de agosto de 2017

MARINHA REVISA PARA 18 NÚMERO DE MORTOS EM NAUFRÁGIO EM SALVADOR

Bahia 247 - A Capitania dos Portos da Bahia revisou o número de mortos em naufrágio ocorrido na manhã desta quinta-feira (24) em Salvador. Agora são contabilizados 18 mortos até as 16h. Antes, a Marinha trabalhava com a hipótese de 23 vítimas fatais. A divergência se deu porque alguns náufragos foram resgatados por outras equipes de salvamento.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, nem todos os mortos foram encaminhados à autópsia --cinco foram levados a Salvador e nove à coordenadoria de Santo Antônio de Jesus. Todos, no entanto, serão levados. Até o momento, mais de 80 pessoas já foram resgatadas - a embarcação, com capacidade para 160 passageiros, levava 129 pessoas e mais 4 tripulantes.

O naufrágio foi registrado cerca de dez minutos depois da partida do barco, às 6h30, de Mar Grande, em Vera Cruz, na região metropolitana de Salvador. Conforme a Capitania dos Portos, acionada às 7h45, não havia aviso de mau tempo no momento do acidente.

Quatro ambulâncias do Samu e uma do Corpo de Bombeiros prestam atendimento às vítimas que chegam ao Terminal Marítimo, no bairro do Comércio. Os sobreviventes estão sendo socorridos para o HGE (Hospital Geral do Estado) e para UPAs (Unidades de Pronto Atendimento na capital baiana.

Leia matéria anterior sobre o assunto:

Uma embarcação que fazia a travessia de Mar Grande a Salvador afundou na Baía de Todos os Santos com 129 pessoas a bordo. Há 23 mortos confirmados.

O socorro ao naufrágio está sob o Comando do 2º Distrito Naval e conta com o suporte de três navios da Marinha, nas imediações da Ilha de Itaparica. O naufrágio da lancha "Cavalo Marinho 1", da empresa "CL", que possuía capacidade para transportar até 162 passageiros, ocorreu no início da manhã desta quinta-feira (24).

Este é o segundo acidente envolvendo embarcações de transporte de passageiros em cerca de de 24 horas. Na noite da última terça-feira (22), um barco com 70 pessoas a bordo naufragou no Pará, em uma área chamada Ponte Grande do Xingu, situada entre os municípios de Porto de Moz e Governador José Porfírio.

A embarcação não tinha autorização para atuar no transporte de passageiros. O número de mortos neste acidente subiu para 19.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Sobe para 23 número de mortos em naufrágio na Bahia

Sayonara Moreno - Subiu para 23 o número de mortos, após uma lancha virar na manhã de hoje (24) durante travessia entre Mar Grande e Salvador. A informação é da Secretaria de Saúdeda Bahia (Sesab), que repassou o número da Capitania dos Portos. A lancha transportava mais de 100 pessoas.

A Sesab informou que cerca de 100 pessoas já deram entrada para atendimento nas unidades de saúde da Ilha de Itaparica, por causa do acidente. A coordenação do Samu informou que os resgatados com vida não serão mais levados para Salvador, serão encaminhados para cidades próximas. Somente casos graves devem ser atendidos na capital.

No local do náufragio, próximo à ilha de Itaparica, agentes dos órgãos de Defesa e Resgate enfrentam dificuldades devido aos fortes ventos.

Busca por informações

No Terminal Marítimo de Salvador, parentes das vítimas se aglomeram em busca de informações.

Os órgãos do governo estão prestando no local. Mas alguns reclamam que ainda tem dificuldade em confirmar se parentes estavam na embarcação que naufragou.

A costureira Rosa Maria conta que demorou para conseguir a confirmação da morte da sobrinha, Alessandra Santos, cuja idade não soube precisar. "Ela tem uns 40 anos e não resistiu, foi achada morta na praia, mas o marido dela foi encontrado com vida e socorrido. Eles nos recebem aqui e nos levam para o fundo do terminal para que a imprensa não veja a falta de informação", diz.

Situação da lancha

Um dos membros da Associação em Defesa dos Passageiros, José Batista Lima, disse que moradores da Ilha de Itaparica já haviam relatado as péssimas condições das lanchas e a falta de fiscalização. "Os moradores da ilha pediram nosso apoio e eu iria para lá no sábado, para averiguar a situação das lanchas e fazer um ofício às autoridades competentes. Os moradores me diziam que se houvesse fiscalização isso não aconteceria, porque a lancha estava em estado muito ruim", disse.
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