quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Celebrar a vida sempre

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Não sou muito de fazer referências aos mortos, mesmo sabendo que os que foram enterrados, cremados, esquecidos nos necrotérios e nas indigências de qualquer maneira nos fazem falta e nos deixaram saudades porque estiveram conosco ao longo de cada história que participamos ou que ajudamos a construir.

Mas o dia de finados (02 novembro), prática do cristianismo católico que remonta à idade média, não deixa de ser triste pela lembrança e ausência dos que viveram conosco e agora jazem na vida pós-morte: os parentes, os aderentes, os amigos, os colegas, os vizinhos e até mesmo os distantes e os anônimos, todos que não cabem numa lista que se quer lúgubre.

A cada dia 02(dois) de novembro a lista lúgubre dos ausentes e dos que jazem tem aumentado e isso é fato, mas se for para rememorizar os nossos defuntos por ordem de importância a minha já está larga, olha só: meu pai Hiran Silva, Meu irmão Antonio Fernando(Barão), tia Antonina, vô Florêncio e João Alves, vó Perpétua e Corina, Dindinha(Maria Secretária), tia Enói, padrinho Félix Ventura, todos os tios paternos e tias, a prima Rose Moura, o cunhado Reinaldo, Ronald Torres, PT Moraes, Wilton Santos, Zé Magão, Aírton Sampaio, Ramsés Ramos e, por último, tia Íris Silva, um tipo de mãe que tive na vida a quem, neste instante, me fez lembrar deste rol dos que participaram de alguma maneira para que eu continuasse aqui resenhando frases de sintaxe melancólica.

Finalizo dizendo, com convicção doutrinária, que não proclamo ou celebro a morte e nem seus mortos, porque a vida é que deve ser a celebração contínua da trajetória humana em qualquer cenário neste dia e tomando emprestado a premissa de Cristo no Evangelho de Lucas: “Todavia, insistiu Jesus: “Deixa os mortos sepultarem os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e proclama o Reino de Deus” me ponho na próxima manhã.