domingo, 19 de novembro de 2017

Pastor Ariovaldo Ramos: Com Temer, o Brasil se tornou o paraíso dos escravagistas


A reforma trabalhista passa a valer.

Esta lei foi promulgada sob o silêncio das centrais sindicais.

Há um torpor no Brasil!

O país está sendo desmontado na sua política social e acaba de se tornar no paraíso dos que exploram o trabalho análogo à escravidão.

O Brasil já era tido como um paraíso fiscal para os ricos; agora é um paraíso para os escravistas também. Tudo isso sob o silêncio dos maiores prejudicados.

Uma avalanche de ações desesperantes toma conta do país: vai para o plenário da câmara federal uma lei anti aborto que, simplesmente, anula a mulher como ser humano com um nível, ainda que mínimo, de protagonismo em relação a si mesma. Se essa lei passar, nenhuma violência impetrada contra a mulher, seja pelos agressores de sempre, seja pela malfadada loteria genética, como dizemos, terá outra consequência que não a punição da mulher, que arcará com os custos de existir na condição feminina, aprovada essa lei, ser mulher, no Brasil, se já não era, passará a ser um castigo da existência, uma vez que ela tudo sofrerá, sem direito a protesto ou a socorro.

A reforma no ensino médio; a reforma trabalhista; o fim da farmácia popular; a promoção do desmonte do SUS e do SUAS; a dilapidação do patrimônio nacional; pela entrega do pré sal, da Eletrobrás, e da Petrobras, entre outros; o envolvimento das Forças Armadas no combate ao crime comum, com a garantia de que as ações, tidas como criminosas, contra os civis irão a juízo num tribunal militar; a letalidade do Estado, principalmente, junto às periferias com maior incidência sobre o povo preto; o retrocesso escandaloso na política indigenista; a venalidade, como tem sido denunciada, do legislativo em relação às denúncias apresentadas contra o chefe da quadrilha, segundo a PGR; assim como a inoperância do judiciário, dá-nos a impressão de estarmos diante de uma terra arrasada.

O que tem sido dito sobre as eleições de 2018: as incertezas; os possíveis golpes e impugnações; as possíveis manobras; os aventureiros de extrema direita, moleques irresponsáveis brincando de política, denunciam um colapso institucional sem tamanho e que pode ser sem volta.

A caravana de Lula, apesar da resiliência de movimentos como MST ou MTST, se configura na única reação de fato. Gostemos ou não, precisamos engrossar essa fileira ou sucumbir diante desse torpor. Talvez, dirão alguns, tudo isso seja fruto de uma armadilha urdida pelos inimigos da democracia… Se isto foi o que restou ou não, cabe a nós transformar esse movimento numa ação revolucionária.

Nosso luto vem do verbo lutar!