sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

NOMES DA TERCEIRA VIA NÃO EMPLACAM E DINO SEGUE TRANQUILO PARA REELEIÇÃO

Por Leandro Miranda/marrapa.com - Diante da enorme rejeição de Roseana Sarney – escolhida pela oligarquia para confrontar Flávio Dino em 2018 – o clã tem tentado, desde o início deste ano, emplacar um nome que consiga se vender como terceira via e diminua o percentual de votos do atual governador, hoje na casa dos 60%, segundo pesquisas.

Nomes como Maura Jorge e Roberto Rocha foram os primeiros escolhidos pela oligarquia Sarney para compor o laranjal que tentará ajudar Roseana a levar a eleição para o segundo turno. Mas ambos fracassaram imensamente e não pontuaram, sequer, acima dos 5% nas principais pesquisas realizadas durante todo o ano.

Com o insucesso da ex-prefeita de Lago da Pedra e do senador que traiu o próprio grupo que o elegeu, o clã Sarney resolveu então apostar em Ricardo Murad – chefe de organização criminosa que roubou R$ 1 bilhão da saúde no governo Roseana, segundo a Polícia Federal – e o deputado estadual Eduardo Braide, que teve boa performance na disputa pela Prefeitura de São Luís mas esbarrou em graves denúncias envolvendo a Máfia de Anajatuba.

Assim com Maura Jorge e Roberto Rocha, Ricardo Murad e Eduardo Braide também apareceram timidamente nas pesquisas e geraram dúvida quanto a eficácia sobre se vender como uma terceira via. Único a lançar candidatura para o governo, Murad entrará no jogo como franco atirar, com sua mira única e exclusivamente apontada para desestabilizar Flávio Dino, cumprindo seu papel de capacho dos Sarneys.

Já Eduardo Braide ainda está reticente quanto a sua candidatura ao governo. Bem para a disputa da Prefeitura de São Luís em 2020, após desempenho em 2016, o deputado sabe que entrar como laranja da oligarquia Sarney nas eleições do ano que vem pode atrapalhar seu projeto para o próximo pleito municipal, sobretudo por ele já ter sofrido o fardo que é ser tachado de sarneysista.

Ante esse cenário de incertezas no campo oligárquico, Flávio Dino caminha para uma reeleição tranquila. Com um grande volume de obras a entregar em 2018, a tendência é que sua popularidade e suas intenções de votos aumentem ainda mais. Principalmente sem uma verdadeira terceira via que não seja atrelada aos Sarneys para lhe ameaçar.