segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Temer é do mal

REUTERS/Adriano Machado

Por Alex Solnik

As pesquisas qualitativas já apontavam o motivo da rejeição a Temer: satanismo.

Muitos anos antes, o poderoso Antônio Carlos Magalhães, conhecido como “Toninho Malvadeza” ou “Toninho Ternura”, pespegara nele um apelido arrasador: “Mordomo de filme de terror”.

O Brasil assistiu ao vivo, durante esse “annus terribilis” de 2017 a confirmação dessas percepções.

Temer deu ao Brasil o pior dos últimos 25 anos.

Sua capacidade de distribuir maldades foi inexcedível.

Acabou com as garantias trabalhistas transformando o Brasil no país dos frilas.

Destruiu os sindicatos que não têm mais como defender os trabalhadores e estão condenados à extinção.

Provocou o rombo orçamentário de 150 bilhões.

Condenou o país a 20 anos sem investimento público.

Destruiu a indústria nacional.

Vendeu o maior patrimônio que nós temos (ou tínhamos): o petróleo do pré-sal.

Pôs à venda todo o nosso sistema elétrico.

Abriu as portas para o trabalho escravo.

Abandonou à própria sorte todas as minorias.

Transformou o Brasil num anão político, ausente de todos os palcos internacionais.

Protegeu todos os acusados de ilícitos abrigando-os em ministérios blindados pelo foro privilegiado.

Envergonhou todos os brasileiros ao ser flagrado em conversas subterrâneas altamente suspeitas.

Comprou, na cara de todos, com dinheiro público, estimado em bilhões de reais, a continuação no poder.

Criou o ambiente propício à proliferação dos monstros autoritários que saíram das tumbas.

Não deu uma só alegria aos brasileiros. Ao contrário, os traiu.

Não retomou o crescimento.

Não colocou o país nos trilhos.

Não deu exemplos de ética.

Só não foi mais autoritário porque ninguém consegue ser mais autoritário com 3% de aprovação.

Ninguém sabia quem ele era. Nem Lula, nem Dilma, nem o seu amigo mais íntimo.

As pessoas só revelam seu caráter quando estão no poder.