segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018, o ano da política

O ano de 2018 chegou. E como diria meu avô paterno, ano novo é vida nova, mesmo sendo prematuro ter certeza sobre esta sabedoria popular se realizar no ano que se inicia, hoje(01), ou não,   no contexto da política nacional ele não  deve repetir o anterior por força das linhas tênues da insatisfação popular de toda ordem sobre políticos e políticas que poderão ressurgir com maior força nos levando à incertezas que ninguém aguenta passar, quer mais que aconteça.

2018, o ano da política

O ano que se inicia tem o dever histórico, no Brasil, de reabilitar a política como vanguarda das implementações do "ato de realizar"  as ferramentas públicas, fincadas no desenvolvimento social e econômico que as comunidades e os cidadãos tem direito. Assim a políticas e os seus agentes não podem mais abrir espaços para que outros instrumentos de poder(o judiciário, por exemplo) queiram  fazer  sem conhecimento de causa e distantes das necessidades reais dos entes federativos e dos seus diversos residentes. 

A política e os políticos em 2018, no Brasil,  não podem ser conduzidos por quem não foi preparado para assumir esta missão, portanto, a nível nacional, estadual e municipal não se pode dar condições aos aventureiros de plantão que viram o nariz para o jogo democrático e suas conquistas mais efetivas nos últimos 30(trinta) anos. E caberá ao político a forte missão de manter a democracia intacta no país em 2018.

A nível nacional

Ponderações de alertas feitas, a democracia brasileira deve ser mantida nas eleições de 2018 com a participação de todas as correntes ideológicas postas, de todos os partidos registrados, de todas as lideranças que se fazem,  neste momento, pré-candidatos. Não há o que se pensar fora deste contexto mesmo com a tentativa de forças estranhas ao mundo político querer impedir a realização do jogo democrático pleno em outubro próximo.

A nível nacional é preciso confirmar um candidato, uma proposta de governo que volte a pensar um país soberano com ações de desenvolvimento social e econômico do seu povo. Achamos que somente um governo de esquerda(PT, PCdoB, PDT, PSol e lideranças autônomas  nacionalistas) terá capacidade de voltar a desenvolver políticas públicas na direção das camadas populares. Para isso é fundamental o esforço da esquerda brasileira se reunir numa frente ampla programática  com olhar no social para combater os entreguistas de plantão.

A nível estadual

Em 2018,  no Maranhão,  não se pode querer retomar todos os atrasos que o Estado sofreu nos últimos 60(sessenta) anos por uma visão de dominação política mesquinha que sobreviveu por aqui e que levou a maioria da  população aos piores índices sociais ao longo destes anos todos.

A verdade é que no Maranhão no campo eleitoral de 2018 não haverá segunda ou terceira vias e isso está bem claro. Mesmo muita gente não gostando do jeito de administrar  do Sr. Flávio Dino, advogamos aqui o voto útil no pré-candidato do PCdoB, ainda, pois a luta de todos os democratas maranhenses, de todos os políticos que tem um mínimo olhar no social é impedir o retorno da oligarquia de Sarney e seus tentáculos ao poder no Estado.

A nível municipal

Findo o ano 2017 e todas as dificuldades fiscal e de gerenciamento administrativo negativo que se abateram sobre os municípios brasileiros e seus gestores, o ano de 2018 deve ser um exercício esplendoroso para que prefeitos e prefeitas mudem de rumo nas suas gestões, abandonem de vez as práticas velhas de querer unir benesse eleitoral com gerenciamento municipal competente. Os prefeitos e prefeitas dos municípios brasileiros precisam ser mais criativos diante das crises recorrentes do  financiamento público municipal, apoiando políticas públicas de emprego e renda fora do universo das folhas de pagamento das prefeituras, planejando em médio e longo prazos ações nas áreas de educação, saúde, assistência social, infraestrutura, agricultura e organizando os setores de tributação municipal para forçar outras fontes de recurso.

Não dá mais para pensar prefeitos e prefeitas como "pais e mães" das cidades, inclusive alguns deles e delas perversos pela incapacidade de atender a todos hoje. 

Ponderações concluídas, o ano de 2018 pode trazer vida nova para a política e políticos brasileiros em todos os sentidos. Veremos.