MERCADANTE: AGRESSÃO DE DORIA CONTRA PROFESSORES É INACEITÁVEL

Esq.: José Cruz - ABR / Dir.: Reprodução (Globo)
247 - O ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante bateu duro na gestão do prefeito São Paulo, João Doria (PSDB), por causa da truculência policial em relação aos professores, que fizeram nesta quarta-feira (14) um protesto contra mudanças na previdência. Segundo o ex-ministro, "é lamentável constatar que o ainda prefeito de São Paulo sempre reaja de forma autoritária e truculenta contra quaisquer críticas realizadas à sua breve gestão".

"É inaceitável a agressão sofrida por professores da rede pública de São Paulo, que estavam mobilizados de forma pacífica na Câmara Municipal, nesta quarta-feira (14), contra o projeto do prefeito João Doria, que quer aumentar a contribuição do servidor público para Previdência municipal. A livre manifestação é um direito constitucional, fruto de ampla mobilização social e de anos de muita luta e resistência contra regimes autoritários, em nosso país", disse Mercadante.

De acordo com o petista, "é mais do que legítimo que os professores questionem a iniciativa de Doria de aumentar a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% e, ainda, o estabelecimento de uma alíquota suplementar temporária. São trabalhadores e trabalhadoras lutando pelos seus direitos". "As autoridades policiais existem para zelar pela segurança e pelo bem dos cidadãos. Entretanto, não é a primeira vez que, nos governos tucanos de Dória e de Alckmin, a força policial é acionada para reprimir de forma violenta, inclusive com o uso de bombas de efeito moral e de balas de borracha, mobilizações populares, que protestam contra decisões de seus respectivos governos".

Mercadante afirmou que, "ao invés de abrir diálogo e uma mesa de negociação, como é próprio dos governos democráticos, é lamentável constatar que o ainda prefeito de São Paulo sempre reaja de forma autoritária e truculenta contra quaisquer críticas realizadas à sua breve gestão". "Em tempos de avanço do autoritarismo, da intolerância e da repressão, temos o dever de defender a nossa frágil democracia e o direito de mobilização e de livre manifestação. Ainda que o golpe de 2016 tenha fissurado o pacto democrático da Constituição de 1988, não nos tirou o direito de lutarmos por um Brasil mais justo, mais inclusivo e com maiores oportunidades para todos e para todas".
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